Economia & Negócios

Planalto tem forró, recordação de campanha e Bolsonaro chora

FolhaPress
| Tempo de leitura: 1 min

Brasília - O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) realizou uma cerimônia no Palácio do Planalto com forró, exibição de vídeo de sua campanha de 2018 e emoção.

Durante cerca de uma hora, o presidente participou de uma agenda em homenagem ao músico paraibano Pinto do Acordeon, morto em julho. O artista compôs o jingle da campanha presidencial de Bolsonaro, em 2018.

A cerimônia - que não pôde ser acompanhada pela imprensa, mas foi transmitida pela TV estatal - contou com a execução de músicas num acordeon, como o Hino Nacional e Asa Branca.

O presidente da Embratur (Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo), Gilson Machado, tocou o instrumento.

JINGLE

"Como o presidente não vai falar, a gente vai ouvir agora o jingle: é de norte a sul, é de leste a oeste, e o Brasil todo votando 17. Na época era o 17, né, Cícero?", afirmou a primeira-dama, fazendo referência ao número do PSL, partido pelo qual Bolsonaro se elegeu.

Durante a exibição da peça eleitoral, Bolsonaro chorou e as imagens da propaganda eram intercaladas na transmissão da TV pública com closes do presidente emocionado. Ele, então, resolveu discursar.

"Eu nunca sonhei com este momento", iniciou Bolsonaro. No discurso, Bolsonaro disse que "oportunistas" se aproximaram dele e fez críticas ao ex-ministro da Justiça Sergio Moro, mas sem citá-lo nominalmente.

"Aconteceu uma passagem esquisita (a facada) e eu acho que esta investigação poderia ter chegado ao fim se tivesse escolhido melhor um ministro meu, que, lamentavelmente, não se comportou como toda a população sabia ou esperava dele se comportar", disse o presidente.

Bolsonaro também afirmou que "só Deus sabe" o que ele passa como presidente da República e que muitas vezes sofre sozinho.

Assim que terminou de falar, Bolsonaro deixou o local, antes mesmo do fim da cerimônia.

Comentários

Comentários