Rio de Janeiro - A Polícia Civil do Rio de Janeiro fez nesta terça-feira (1), a Operação Freedom contra os "Guardiões do Crivella", uma referência ao prefeito Marcelo Crivella (Republicanos). O alvo é um grupo de servidores públicos que fazem serviço ilegal na porta de hospitais municipais.
O esquema, que tenta atrapalhar o trabalho da imprensa e impedir queixas da população, foi denunciado nesta segunda-feira (31) em reportagem da TV Globo.
A ação policial visa o cumprimento de nove mandados de busca e apreensão. Segundo a Draco-IE (Delegacia de Repressão a Crimes Organizados e Inquéritos Especiais), são investigados os crimes contra a segurança de serviço de utilidade pública, associação criminosa e advocacia administrativa. As penas por esses crimes, somadas, podem chegar a 9 anos de prisão.
MANDADOS
Os mandados foram expedidos pelo juízo do plantão noturno do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro a pedido de delegados da Draco-IE.
Um dos alvos da operação é Marcos Paulo de Oliveira Luciano, o ML, que aparece em grupos de WhatsApp dando ordens aos assessores.
Segundo a polícia, os funcionários da prefeitura, sob a orientação do gabinete do prefeito, fazem plantão na frente dessas unidades de saúde e atuam como seguranças. Esse grupo de servidores tem escalas diárias, horários rígidos e ameaças de demissão.
OUTRO LADO
Por nota, a Prefeitura do Rio informou que reforçou o atendimento em unidades de saúde municipais "no sentido de melhor informar à população e evitar riscos à saúde pública, como, por exemplo, quando uma parte da imprensa veiculou que um hospital [no caso, o Albert Schweitzer] estava fechado, mas a unidade estava aberta".
De acordo com a prefeitura, uma falsa informação pode levar pessoas necessitadas a não buscarem o tratamento onde ele é oferecido, causando riscos à saúde. A defesa de Marcos Luciano não se pronunciou.