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Uso excessivo de videoconferência cansa e ganha nome: zoom fatigue


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As aulas das crianças e as reuniões de trabalho passaram a ser por videoconferência, assim como o encontro com os amigos e familiares agora acontece pelas telas. A pandemia do novo coronavírus trouxe uma série de novos hábitos e alguns problemas a serem enfrentados: um deles está diretamente ligado ao uso excessivo das telas, que tem provocado cansaço físico e mental. E há até nome para isso: zoom fatigue.

O psicólogo Andersson Felipe, do Sistema Hapvida, explica que a linguagem corporal, como o movimento das mãos, é muito significativa na comunicação e fica prejudicada em videoconferências. O zoom fatigue é o reflexo da falta que o não verbal faz na comunicação. "O gasto de energia com muitas teleconferências leva as pessoas, ao final do dia, estarem cansadas, com a sensação de esgotamento", comenta.

Esse impacto mental e físico já é sentido pela professora de inglês Élida Cazé, que precisou se adaptar e está usando muito mais as telas: para ministrar aulas pela manhã e à tarde e fazer especialização à noite. "Antes da pandemia já usava, mas apenas para o preparo das aulas. Agora, é para tudo", conta. O reflexo é dor de cabeça, vista cansada, olhos ressecados, dor na coluna, estresse e fadiga, enumera.

Andersson afirma que o tempo de conectado para trabalho e estudo associado às demais demandas, como serviço de casa e com os filhos, tudo em um mesmo espaço, ajuda a aumentar o estresse. "Os excessos nunca foram favoráveis para a saúde mental. É necessário reunir força e conciliar cada momento e situação. É muito importante a família e amizades nesse processo, assim como fazer outras atividades, além das laborais", orienta.

O psicólogo lembra que nem todas as pessoas que estão precisando utilizar as teleconferências para trabalhar, estudar e se relacionar estão preparadas para essa mudança de rotina. Enquanto houver pandemia e o distanciamento social ainda for a melhor medida para evitar a propagação do coronavírus, o home office, as aulas e reuniões virtuais são a alternativa. Por isso, a melhor saída é minimizar os danos do uso excessivo das telas organizando melhor o tempo para evitar estafa mental, que pode levar à fadiga, crises de ansiedade, cansaço crônico e estresse.

Para isso, o psicólogo recomenda manter uma boa convivência com familiares e aliviar a mente com coisas que favoreçam o bem-estar, como ouvir músicas, praticar algum tipo de atividade física em casa mesmo, não se cobrar demais e respeitar seus limites intercalando suas obrigações e deveres. Élida tem buscado seguir algumas recomendações entre elas estão fazer pausa ao longo das atividades para minimizar os problemas com a visão, utilizar lágrima artificial e estabelecer horários para preparar as aulas, conta.

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