Uma fila de luzes cruza o céu noturno, despertando curiosidade, medo e admiração. Seriam meteoros? Estrelas cadentes? Invasão alienígena? A explicação é bem mais terrestre do que parece: é a frota de satélites de comunicação Starlink, da empresa americana Space X. Este é o tema que será discutido nesta sexta-feira (11), às 19h, no canal do Observatório Didático de Astronomia da Unesp Bauru no YouTube.
Para a live, o órgão convidou Cassio Leandro Barbosa, astrônomo e astrofísico, especialista em formação de estrelas massivas, professor do Centro Universitário FEI e divulgador científico. O "Bate-papo astronômico - O impacto dos satélites Starlink na pesquisa astronômica" será mediado pela monitora e educadora Mariella Patti.
LANÇAMENTO
A cada lançamento da empresa americana, cerca de 60 satélites são colocados na órbita da Terra, causando um fenômeno visual que ficará cada vez mais comum e conhecido a partir de agora, já que os planos da empresa incluem novas missões a cada 15 dias até que a frota seja composta por 12 mil unidades.
"O Observatório recebe muitas mensagens questionando a identidade das luzes misteriosas toda vez que acontece uma dessas passagens brilhantes - a última foi na noite de 3 de setembro. Algumas pessoas ficam preocupadas, outras ficam encantadas. Mas quem nos acompanha sabe que a poluição luminosa é a grande inimiga do observador noturno. As chamadas constelações de satélites (a Starlink é apenas a primeira) formam o novo tipo de poluição luminosa: a espacial", explica a organização.
Por isso, astrônomos do mundo todo estão chamando a atenção para o problema e cobrando medidas das empresas. "É o maior desafio técnico da astronomia nas próximas décadas", frisam os organizadores.
SERVIÇO
A live será nesta sexta (11), às 19h, no canal do Observatório no YouTube. Para encontrar, basta procurar por "Observatório Bauru" (http://www.youtube.com/observatoriodidaticodeastronomiaunespbauru). O órgão tem também Instagram (http://instagram.com/obsbauru), Facebook (http://facebook.com/obsbauru) e site (http://www.observatoriobauru.com.br).