Pela primeira vez em 42 anos, a Apae Bauru não promoverá a sua tradicional Feira da Bondade, em virtude da pandemia do novo coronavírus. O anúncio foi feito em uma coletiva de imprensa na manhã de sexta-feira (11), quando a entidade também revelou que apostará na arrecadação do Festival de Prêmios para bancar o 13.º dos 300 funcionários.
Presidente da instituição, Gisele Aparecida de Camargo Tavares diz que a Apae espera angariar R$ 500 mil com o Festival de Prêmios e, para tanto, disponibilizará 50 mil bilhetes. "Por ora, nós só podemos adiantar que sortearemos, mais uma vez, um carro zero quilômetro", comenta.
Cada cupom será vendido a R$ 10,00 a partir de novembro. A Apae ficou de divulgar a data exata tão logo o Ministério da Economia autorizar o sorteio.
Coordenador-geral da instituição, Roberto Franceschetti Filho reforça que a Apae utilizará os 1 mil voluntários da Feira da Bondade, distribuídos em mais de 20 entidades, para vender os bilhetes. "Nós precisávamos nos reinventar, inclusive, já promovemos duas edições do Pit Stop Solidário e estamos preparando a terceira para o dia 17 de outubro", complementa.
Fora isso, a instituição também organiza a 1.ª Feijoada do Bem, que contará com a ajuda do chef Moacir Santana.
A retirada das marmitas, que servirão duas pessoas e custarão R$ 45,00, ocorrerá no próximo dia 20, das 11h30 às 15h, em uma das unidades da Apae, que fica na avenida José Henrique Ferraz, 20-20, no Jardim Granja Cecília. Outras informações: (14) 3104-2834.
CENÁRIO
Segundo Franceschetti, os governos federal, estadual e municipal bancam 70% da receita da Apae Bauru. A comunidade em geral, por meio das doações e da participação junto às ações promocionais, fica responsável pelo restante do valor.
O coordenador-geral da entidade informa que a arrecadação própria da instituição caiu 60% desde o início da pandemia. Porém, os serviços prestados aos mais de 2 mil usuários nas suas seis unidades não diminuíram, apenas passaram por adaptações.
Hoje, as atividades voltadas à educação ainda não funcionam presencialmente, mas atingem 100% dos alunos de forma remota. Na saúde, os atendimentos são individuais. Na assistência social, por fim, uma equipe multidisciplinar visita as casas assistidas, levando cestas básicas e todo o apoio necessário.