Washington - Os EUA barraram um boicote na eleição deste sábado (12) e levaram Mauricio Claver-Carone à presidência do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Os países que se opunham à candidatura não conseguiram alcançar os 25% de abstenção necessários para adiar o pleito e não impediram a vitória de Carone, que era candidato único.
Indicado por Donald Trump, Carone venceu a disputa com mais de 65% dos votos e quebrou uma tradição de seis décadas em que um nome da América Latina comandava a instituição. Ele deve tomar posse em outubro para um mandato de cinco anos, no lugar do colombiano Luis Alberto Moreno.
Com a escolha de Carone, Trump atropelou o Brasil - que queria respaldo dos EUA a seu candidato, e agora deve perder espaço em áreas estratégicas do BID, mesmo após ter sido um dos poucos países da região a apoiar publicamente o americano. O movimento dos EUA incomodou diversos países, que articulavam o adiamento da disputa deste sábado (12).
Alijado das negociações, o Brasil perde poder dentro do BID e deve ficar com a vice-presidência executiva que, na prática, não tem grandes funções decisórias.