Bauru amanheceu "coberta" de fumaça nesta segunda-feira (14). O cenário, provocado por vários focos de incêndio em áreas de mato e pelo tempo seco, poderá se repetir dentro dos próximos dias, já que não há previsão de chuva para esta semana (leia mais na página ao lado).
Responsável pelo Comando de Bombeiros do Interior 2 (CBI-2), com sede em Bauru, o coronel Victor de Freitas Carvalho afirma que este tipo de ocorrência se torna frequente quando o tempo está quente e seco, favorecendo a propagação do fogo.
Para se ter ideia, a mínima da umidade relativa do ar, ontem, chegou a 16%, às 15h10, colocando a cidade em estado de alerta. Já a temperatura máxima alcançou a casa dos 34,5 graus, às 15h40.
As equipes do Corpo de Bombeiros deram início ao combate às queimadas logo cedo, por volta das 6h, na quadra 8 da avenida Pinheiro Machado, no Nova Esperança. Às 12h, as três viaturas que atendem a cidade ainda estavam pelas ruas lutando contra outros focos de incêndio.
O primeiro deles, inclusive, levou cerca de duas horas e meia para ser contido. O local fica próximo a um posto de combustíveis, fazendo com que a corporação agisse rapidamente.
De acordo com Centro de Operações do Corpo de Bombeiros (Cobom), outros pontos do município, também registraram focos de incêndio, como alguns trechos da avenida Comendador José da Silva Martha, além dos bairros Santa Edwirges e Tangarás.
Na região, o cenário não mudou muito. Houve grandes queimadas em Iacanga e na Reserva Indígena de Avaí. Em Botucatu, o autor de um incêndio em um terreno foi identificado (leia mais na página 12).
A gravidade da situação levou o Corpo de Bombeiros a acionar o Plano Chamada, ou seja, convocar todo o efetivo, incluindo quem estava de folga ou no Setor Administrativo.
EM NÚMEROS
O coronel Victor Carvalho informa que, entre 1 de janeiro e 31 de setembro de 2019, a cidade havia registrado 792 ocorrências envolvendo fogo em mato, que devastaram uma área equivalente a 639,4 hectares.
No mesmo período deste ano, os casos subiram para 995, uma alta de 26%. Porém, os incêndios de 2020 destruíram 395,2 hectares, 38% a menos do que em 2019. "O maior tempo de estiagem provocou o aumento das ocorrências, mas ainda estudamos o motivo pelo qual a área atingida foi menor".
O comandante reforça que os incêndios colocam a vida das pessoas em risco, além de causarem problemas respiratórios.
Para denunciar fogo em mato, basta acionar os bombeiros pelo 193 ou fazer um boletim de ocorrência (BO) online.