O incêndio que atingiu a Estação Ecológica de Bauru (Esec) consumiu cerca de 95 hectares (de um total de 287) desta área, protegida por ser uma das principais reservas de Mata Atlântica do Estado, na rodovia Cezário José Castilho, a Bauru-Iacanga.
A informação foi passada pelo zootecnista Luiz Pires, que está no local na manhã desta quinta-feira (17), assim como equipes do Corpo de Bombeiros, da Polícia Ambiental, brigadistas do Jardim Botânico e da Secretaria do Meio Ambiente, além de proprietários de áreas rurais do entorno e funcionários da Bracell, empresa produtora de celulose responsável pelo plantio de eucalipto nas cercanias.
O esforço conjunto é para controlar o fogo, sendo que alguns focos dele ainda são vistos e combatidos também com o auxílio do helicóptero Águia da Polícia Militar (PM). O trabalho transcorreu durante toda a madrugada, mas as labaredas atingiram um terço da área criada em 1987 e mantida pelo Estado. Proprietário rural de uma área próxima, Antônio Levorato Neto conta que o incêndio começou na noite de terça-feira por conta de um problema elétrico.
“Não se sabe, agora, como será a recuperação da área”, comenta Luiz Pires. Certo é que o cerrado consegue se recuperar mais facilmente de incêndios. O Jardim Botânico em Bauru, que enfrentou o problema há um ano, é um exemplo.
A área atingida é de mata densa, como comentou o deputado federal e ambientalista Rodrigo Agostinho, que também acompanhou a ocorrência no local, na noite de quarta-feira (16). A característica da área verde pode ter ajudado na fuga de animais. Ainda assim, carcarás, que justamente se alimentam de carcaças, sobrevoavam a área, nesta manhã.
Confira os vídeos do zootecnista Luiz Pires: