Lima - O presidente do Peru, Martín Vizcarra, comparecerá neste sexta-feira ao Congresso, que votará por seu impeachment sob pretexto de "incapacidade moral", mas seus opositores aparentemente não têm votos para removê-lo do poder.
Em um processo que corre acelerado, iniciado há apenas uma semana, a 10 meses do final de seu mandato, o presidente é acusado de instigar duas assessoras a mentir em uma investigação sobre a contratação de um cantor.
O Tribunal Constitucional rejeitou nesta quinta-feira (17) uma medida cautelar solicitada por Vizcarra para suspender o julgamento, anunciou sua presidente, a juíza Marianella Ledesma.
No entanto, Ledesma destacou que o tribunal não concedeu a medida cautelar porque "o risco de vacância diminuiu", sinal de que os inimigos de Vizcarra não teriam votos para destituí-lo.
Vizcarra, que designou nesta quinta-feira o advogado Roberto Pereira Chumbe para defendê-lo no julgamento do Congresso, denunciou "um complô contra a democracia".
ÁUDIOS
A crise política se agravou no país após a divulgação de áudios em que Vizcarra pede a assessoras que mintam em um inquérito sobre sua relação com um ex-colaborador investigado por contratos irregulares.
O presidente, que não tem partido nem bancada, irá ao plenário na sexta para apresentar sua defesa. Depois disso, 130 parlamentares debaterão e votarão. São necessários 87 votos para removê-lo do cargo.