Segundo o Corpo de Bombeiros, mais da metade da Estação Ecológica Sebastião Aleixo da Silva, conhecida como Estação Ecológica de Bauru (Esec), já foi destruída pelo incêndio que atinge o local há três dias. Ainda de acordo com a corporação, apesar de os focos maiores terem sido isolados e não estarem mais se alastrando, a expectativa é de que o fogo só seja totalmente extinto quando chover sobre a área, que concentra o último remanescente de Mata Atlântica nativa da região administrativa de Bauru e da Bacia do Tietê-Batalha.
De acordo com o tenente da corporação, Vinícius Burin, que acompanhou a ocorrência desde o início, os poucos pontos que ainda estavam pegando fogo, até o final da tarde desta sexta-feira (18), foram isolados. "Hoje (ontem), foi o primeiro dia de combate efetivo, que nossas equipes tinham a situação sob controle diante das estratégias traçadas. Nas áreas em que a mata era muito fechada, de difícil acesso, fizemos o aceiro (faixa em que a vegetação é suprimida para evitar que o fogo se espalhe) e isolamos. Ou seja, tivemos que optar por sacrificar um espaço menor para evitar perdas maiores", lamenta.
Para avaliar a extensão dos danos, Burin conta que sobrevoou a Estação com auxílio do Grupamento Aéreo da Polícia Militar, o Helicóptero Águia. "Vimos muita fumaça e fogo rasteiro, mas em locais onde já tínhamos feito o aceiro. Apesar disso, a situação só será dada como controlada quando chover. O que podemos dizer, neste momento, é que as chamas não estão mais se alastrando", afirma. "Até lá, vamos continuar monitorando a Estação. Uma equipe permaneceu no local e vai realizar rondas durante a madrugada", finaliza o tenente.
Ainda durante a tarde desta sexta, o fogo avançou na direção de um condomínio de chácaras e para uma área de pasto. Conforme o JC noticiou, na quinta, as chamas também atingiram uma plantação de eucaliptos.
ESTRAGO AMBIENTAL
Para o zootecnista Luiz Pires, o cálculo total e preciso do estrago ambiental pode levar meses, até anos. "Cabe ao Estado, responsável pelo local, estabelecer um plano de recuperação da floresta e de que forma podem acelerar a regeneração".
A Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado, por meio da Fundação Florestal, responsável pelo local, informou, em nota, que "o incêndio na Estação Ecológica de Bauru possui ainda alguns pontos isolados de fumaça e seguem sendo monitorados. Equipes de terra compostas por membros do Corpo de Bombeiros, defesas Civis Estadual e Municipal, Fundação Florestal, Bracell e voluntários estão combatendo os focos em pastagens nas propriedades rurais. O combate coordenado pelo Corpo de Bombeiros segue até a conclusão da ocorrência".