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Bolsonaro defende discurso na ONU

FolhaPress
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Brasília - O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) defendeu no fim da tarde desta terça-feira (22) o discurso que fez na abertura da 75ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). "Se a mídia está criticando, é porque o discurso foi bom", disse a um apoiador que tentou estabelecer uma relação entre a fala de Bolsonaro e a do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (leia mais à página 19).

A declaração ao chegar ao Palácio da Alvorada, gravada em vídeo, foi a a segunda menção que o presidente fez à própria fala na ONU. Assim que encontrou os apoiadores, Bolsonaro perguntou sobre o discurso, mas a claque preferiu continuar dizendo de que estados era oriunda.

O DISCURSO

O presidente Jair Bolsonaro disse que o Brasil é vítima de "uma das mais brutais campanhas de desinformação sobre a Amazônia e o Pantanal". Ao abrir a sessão de debates da 75ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), Bolsonaro justificou que há interesses comerciais por trás das notícias sobre queimadas e desmatamentos e que os incêndios que atingem as florestas brasileiras são comuns à época do ano e ao trabalho de comunidades locais em áreas já desmatadas.

"A Amazônia brasileira é sabidamente riquíssima. Isso explica o apoio de instituições internacionais a essa campanha escorada em interesses escusos que se unem a associações brasileiras, aproveitadoras e impatrióticas, com o objetivo de prejudicar o governo e o próprio Brasil", disse. "O Brasil desponta como o maior produtor mundial de alimentos. E, por isso, há tanto interesse em propagar desinformações sobre o nosso meio ambiente", completou.

VÍTIMA

O presidente utilizou a oportunidade de falar a chefes de diversas nações para reprisar a tese de que é vítima de uma campanha de desinformação e defender as políticas de seu governo diante da pandemia de coronavírus e das queimadas que devastam a Amazônia e o Pantanal.

Bolsonaro afirmou que, desde o início da crise, destacou que tanto o vírus quanto o desemprego "precisavam ser tratados igualmente" e acusou parcela da imprensa brasileira de disseminar o pânico em relação à pandemia da Covid-19.

O presidente elencou medidas de seu governo, como o auxílio emergencial, e jogou a responsabilidade das regras de isolamento aos governadores -a pandemia já matou mais de 136 mil pessoas no país- como estratégia para se eximir das consequências da crise.

Por fim, reforçou a imagem do Brasil como um país cristão e conservador e fez um apelo à comunidade internacional ao que classificou como defesa da "liberdade religiosa e do combate à cristofobia".

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