O deputado federal Rodrigo Agostinho (PSB), coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista do Congresso Nacional e presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara, participou, na tarde desta terça-feira (22), de audiência pública agendada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que debateu durante dois dias o funcionamento do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (Fundo Clima).
Nas quatro sessões realizadas segunda e terça-feira, foram ouvidos membros do governo federal, comunidade científica e integrantes da sociedade civil. A audiência foi convocada pelo ministro Luís Roberto Barroso, presidente do STF, em resposta aos partidos políticos Rede, PSOL, PSB e PT, que entraram com uma ação devido à falta de uso dos recursos do Fundo Clima, cujo plano foi publicado com atraso e não detalha como a verba será usada e nem os projetos em andamento.
O deputado foi o penúltimo a ser ouvido. "Se a seca que estamos tendo no Pantanal fosse no Centro-Oeste, estaríamos com nossa agricultura de joelhos. Teríamos fome e profunda crise financeira. Precisamos sair do discurso da sustentabilidade para a prática", pediu Rodrigo Agostinho.
Ele falou também sobre a comitiva que fez parte e visitou o Pantanal. "No último final de semana, como presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados e coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista do Congresso Nacional, estive no Pantanal. Fiz parte da Comissão Externa de parlamentares que avaliou os danos naquela região. Vi os estragos causados pelo avanço do fogo. É real. Está lá, pra quem quiser ver. Não foi no noticiário, não foi nas redes sociais, não foi boato", afirmou.
De acordo com o deputado, a vegetação está toda destruída pelo fogo. A fauna, desesperada por água e comida. Qualquer poça d'água, por menor que seja, é disputada como único modo de sobrevivência. "Por lá, percebemos uma ausência total do Estado brasileiro. Saí muito triste com o que vi", explicou.
O deputado ainda apresentou dados sobre focos de queimadas, atuação de garimpeiros, desmatamento e o desmonte dos órgãos de fiscalização.
Para Rodrigo Agostinho, é preciso reagir, com urgência. "É unânime a todos os apresentadores a importância da floresta em pé para que haja produção e conservação de forma sustentável. A floresta em pé deve ser valorizada com seus povos, suas culturas e formas de vida, sendo esse um importante fator para a bioeconomia", disse.