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Presidente já admite apoio a aliados

Estadão Conteúdo
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A indicação de Jair Bolsonaro de que pode se envolver nas eleições municipais marca uma mudança de comportamento em relação a declarações recentes do presidente. Em transmissão nas redes sociais, na quinta (24), ele disse que pode declarar voto e indiciou que já tem candidatos em três cidades - em São Paulo, Santos e Manaus -, apesar de não ter citado os nomes. Quem não foi mencionado reclamou, mas o presidente já avisou que usará as próximas lives para falar de seus apadrinhados em outras cidades.

Na capital amazonense, o recado do presidente é direcionado ao coronel da reserva do Exército Alexandre Menezes Junior, pré-candidato a prefeito pelo Patriotas. Afilhado de casamento de Bolsonaro, de quem é amigo desde os tempos da Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), ele espera o apoio do presidente para bater o ex-governador Amazonino Mendes (Podemos), que dirigiu o Estado da Amazonas por quatro vezes e lidera a corrida eleitoral na capital.

Em Santos, a campanha do ex-desembargador Ivan Sartori (PSD) comemorou a sinalização de Bolsonaro. Os dois se encontraram em Brasília na terça-feira passada. O encontro foi registrado e divulgado nas redes sociais com uma foto.

Em São Paulo, Bolsonaro já havia acenado com o apoio a Celso Russomanno (Republicanos) logo após a oficialização de sua candidatura, quando os dois se reuniram em Brasília.

O deputado aparece em primeiro lugar na pesquisa Ibope encomendada pela Associação Comercial de São Paulo, à frente do atual prefeito, Bruno Covas (PSDB).

Na live de quinta, Bolsonaro deixou de citar aliados como o prefeito do Rio, Marcelo Crivella, do Republicanos, o mesmo partido de seus filhos, o senador Flávio Bolsonaro e o vereador Carlos Bolsonaro.

Outro que deixou de ser mencionado foi o deputado estadual de Minas Gerais Bruno Engler (PRTB), de 23 anos, pré-candidato a prefeito em Belo Horizonte. Fundador do Direita Minas Gerais, ele foi apoiado por Bolsonaro e seus filhos na eleição passada.

Para tranquilizar o aliado, Bolsonaro gravou um áudio, ao qual o Estadão teve acesso, dizendo que vai citá-lo na próxima transmissão.

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