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CBF e clubes abrem frente de batalha contra Flamengo nos bastidores


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O clima nos bastidores do Campeonato Brasileiro é pesado e a tensão foi ampliada após os acontecimentos do fim de semana. O atual cenário opõe o Flamengo, de um lado, e os outros 19 clubes e a CBF, do outro. Incomodados com condutas e decisões recentes do rubro-negro fora do campo, parte considerável dos times trata as disputas com o clube carioca como "guerra" e cogita até retaliações na esfera jurídica. A semana promete ter desfecho sobre o assunto e até uma possível revisão dos protocolos.

A entidade e os clubes estão contrariados com a postura do Flamengo de ter tentado a todo custo, em razão do surto de Covid-19 no elenco, suspender o jogo contra o Palmeiras, que só acabou ocorrendo graças a uma decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST), proferida instantes antes de a bola rolar. Eles também não aprovaram a pressão do time rubro-negro para a volta do público aos estádios já no início de outubro.

A posição do Flamengo de defender apenas os seus interesses perturbou vários dirigentes, entre eles o presidente do Atlético-MG, Sérgio Sette Câmara, que falou em "soberba" e prometeu que irá pedir o banimento do rubro-negro no Brasileirão. Boa parte dos cartolas entende que a equipe rubro-negra tem tido posições individualistas desde a eclosão da pandemia.

"A lei vale para todos. O Flamengo se utilizou da Justiça comum para descumprir o protocolo da CBF e desrespeitar todos os outros 19 clubes da Série A, em mais um exemplo de soberba. Isso é passível de banimento. Tem de ser rebaixado automaticamente. O Atlético-MG vai entrar com um pedido à Procuradoria do STJD para a exclusão do Flamengo do Brasileiro. Deve ser realmente banido do campeonato", declarou.

Maurício Galiotte, claro, também não gostou da pressão do rival carioca para tentar adiar o jogo. No sábado (26), quando o duelo ainda estava suspenso, o mandatário palmeirense sugeriu paralisar o Brasileirão porque o protoloco sanitário estipulado pela CBF para o campeonato não estava sendo cumprido. O dirigente palmeirense ganhou o apoio do presidente do Corinthians, Andrés Sanchez.

Outros clubes, como Goiás, Internacional, Grêmio e Atlético-GO, também se manifestaram a favor do cumprimento do protocolo de saúde e contra a medida de acionar a Justiça Comum para tomar decisões que normalmente cabem à esfera jurídica esportiva.

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