Polícia

Polícia Federal cumpre busca em empresa de Bauru

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 2 min

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (30), a Operação Rei do Crime, cujo objetivo consiste em desarticular um importante e sofisticado braço financeiro que opera há mais de dez anos em benefício da chamada sintonia final de uma facção criminosa paulista. Em várias partes do País, a ação interditou cerca de 70 empresas e bloqueou contas bancárias com um valor superior a R$ 730 milhões. Em Bauru, houve o cumprimento de um mandado de busca em uma distribuidora de combustíveis.

Conforme a reportagem apurou junto à PF local, a instituição cumpriu apenas um mandado de busca em uma distribuidora de combustíveis, cujo nome não foi divulgado. Na ocasião, a equipe apreendeu alguns documentos.

Além disso, a PF descobriu que a pessoa jurídica daquela empresa já pertence a outros donos, que sequer vivem em Bauru. Por ora, a operação não chegou a se desdobrar por outras cidades da região.

BALANÇO

Em nota, a PF informa que, a todo, 200 policiais federais cumpriram 13 mandados de prisão preventiva, 43 mandados de busca e apreensão, além do sequestro de 32 automóveis, nove motocicletas, dois helicópteros, um iate, três motos aquáticas, 58 caminhões e 42 reboques e semirreboques. Os veículos, juntos, valem R$ 32 milhões.

Houve, também, o bloqueio de bens imóveis de pessoas físicas e jurídicas, impossibilitando a alienação dos mesmos.

Os mandados, expedidos pela 6.ª Vara Criminal Federal de São Paulo, foram cumpridos em apartamentos de luxo e empresas nas cidades de São Paulo, Bauru, Igaratá, Mongaguá, Guarujá, Tremembé, Londrina, Curitiba e Balneário Camboriú.

ALVOS

Já os alvos foram alguns empresários do setor de combustíveis e uma pessoa condenada pelo envolvimento no furto ao Banco Central do Brasil, ocorrido em Fortaleza, em 2005.

Os 20 indiciados responderão pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Ainda segundo a comunicação da PF, de maneira inédita, o órgão solicitou à Justiça a interdição da atividade econômica financeira de 73 pessoas jurídicas utilizadas pela facção criminosa para a movimentação de valores ilícitos. As empresas serão administradas pela Secretaria Nacional de Políticas Sobre Drogas.

Desta forma, além de promover a desarticulação da estrutura financeira da organização criminosa, a medida resguarda os direitos dos colaboradores e terceiros de boa-fé, permitindo que os estabelecimentos funcionem até a sua alienação judicial.

Comentários

Comentários