O meia Carlos Sánchez só voltará a jogar pelo Santos em 2021. O clube informou, nesta sexta-feira (2), que o jogador rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo e vai passar por cirurgia nos próximos dias. A lesão ocorreu durante o segundo tempo da vitória por 3 a 2 sobre o Olimpia, na quinta-feira (1), no Paraguai, pela Libertadores.
O Santos não estipulou prazo para o retorno de Sánchez, mas este tipo de lesão costuma afastar o jogador por no mínimo seis meses. O uruguaio realizou exames nesta sexta-feira que detectaram a contusão.
Sánchez está em Goiânia com o elenco do Santos, que enfrenta o Goiás neste domingo (4). Os jogadores viajaram diretamente do Paraguai em voo fretado após a vitória por 3 a 2 sobre o Olimpia. Sánchez, inclusive, marcou o primeiro gol da partida em cobrança de pênalti.
A lesão ocorreu durante o segundo tempo, após choque acidental com o adversário. Sánchez foi substituído por Alison e aparentava estar bem. Ele recebeu o prêmio da Conmebol de melhor jogador da partida e concedeu entrevista. Nesta sexta, porém, a grave lesão foi detectada nos exames.
Sem Sánchez, o Santos enfrenta o Goiás neste domingo, pela 13ª rodada do Brasileirão. Na Libertadores, a equipe alvinegra garantiu a classificação às oitavas de final e o primeiro lugar do seu grupo ao vencer o Olimpia no Paraguai. São quatro vitórias, em cinco jogos.
DÍVIDAS
A classificação antecipada às oitavas de final da Libertadores representou um êxito esportivo e pode trazer algum alívio aos cofres do Santos, que passa por grave crise financeira e administrativa. Afinal, a passagem de fase garante ao time uma premiação de US$ 1,05 milhão (aproximadamente R$ 5,9 milhões), paga pela Conmebol.
O Santos, pela sua presença na fase de grupos, já teria direito a US$ 3 milhões (R$ 16,9 milhões) repassados pela confederação. E avançar na Libertadores pode ser importante financeiramente para o time, pois o campeão receberá um total de US$ 22,5 milhões (R$ 126,8 milhões).
A "situação catastrófica" do Santos nas finanças, como afirmou o presidente em exercício Orlando Rollo, não afetou, porém, o desempenho esportivo do time, que chegou aos 13 pontos na Libertadores, garantindo a classificação às oitavas e a ponta do Grupo G com uma rodada de antecedência - vai receber o Defensa y Justicia em 20 de outubro
O bom momento em campo, porém, não ameniza as dificuldades financeiras. Por conta das dívidas, o Santos sofreu duas punições da Fifa. O clube paulista está proibido de registrar novos jogadores e também de fazer contratações por um período de três janelas de transferências. Há ainda o risco de o time perder pontos no Brasileirão.
As punições, impostas pela Fifa, foram causadas pelas dívidas com o Hamburgo, da Alemanha, e com o Huachipato, do Chile. A primeira foi resultado da contratação do zagueiro Cleber Reis e hoje está em R$ 30 milhões, somando multas e juros. A segunda se refere à compra de Soteldo e gira em torno de R$ 18 milhões.
Há outro caso na Fifa que promete causar dor de cabeça ao Santos. O Atlético Nacional, da Colômbia, alega que o time paulista não pagou parcelas do montante pela aquisição do zagueiro Filipe Aguilar. O time deveria duas, de cerca de R$ 2,18 milhões, pelo jogador, que negociou posteriormente com o Athletico.