Tribuna do Leitor

Incêndio no Pantanal

Shigueko Sakai
| Tempo de leitura: 1 min

Há semanas, o incêndio no Pantanal mato-grossense consome quilômetros de metros quadrados de área coberta por mata nativa. Muitas das áreas, planas, com vegetação seca. E homens combatendo o incêndio a pauladas somados aos aviões sobrevoando, despejando água sobre o impiedoso fogo provocado por "homens", consciente ou inconsciente.

Há de concordar comigo.

Há séculos vivemos na era da indústria que veio para substituir a força braçal humana por maquinaria que executa centenas, senão milhares, com capacidade para executar o mesmo serviço com menor tempo e eficiência.

Tenho experiências com trabalho braçal e investimento em máquina com um tratorista para executar o mesmo serviço na zona rural de Bauru.

Afirmo com segurança que vale mais providenciar uma máquina com plainadeira para separar a área antes de ser atingido pelo fogo. Garanto que uma máquina com um tratorista e um auxiliar são capazes de substituir a mão-de-obra braçal de pelo menos cem homens e até mais para combater o incêndio com maior eficácia sem perder tamanha área de vegetação.

O Pantanal mato-grossense é uma região plana, de fácil manuseio de maquinaria sem perigo aparente. Entendo desnecessário tamanho esforço braçal. Imagine o cansaço físico dos homens que estão combatendo frente ao incêndio com todo o risco que estão enfrentando.

Entendo que o uso máquina com plainadeira para combater o incêndio que está ocorrendo no Pantanal mato-grossense seria menos trágico. Lógico, sem dispensar o esforço braçal necessário dependendo do local de difícil acesso para máquina. Substituir mão-de-obra braçal por maquinaria para executar com mais eficácia há de ser o nosso modo de viver atual. Opinião minha.

 

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