O cidadão que tem um lote de terreno com a presença de árvores nativas neste, sabe do horror que isto representa ao solicitar autorização à Cetesb (um absurdo, em si) para a supressão destes elementos para construir algo, seja residencial e/ou comercial, mesmo que o lote do terreno encontre-se em zona urbana e devidamente legalizado pela prefeitura. Nada disto é levado em consideração pelo órgão ambiental que, cumprindo a legislação, transfere para o proprietário o ônus de reflorestamento das espécies suprimidas por séculos de colonização. Os processos judiciais contra este abuso estatal se avolumam e congestionam a Justiça (sinal do sentimento de injustiça flagrante contra o cidadão), já tão lenta pelo volume de trabalho.
Tal atitude, além de injusta para com o proprietário, atrasa e muitas vezes inviabiliza construções comerciais, ambas geradoras de empregos.
Referimo-nos à Cetesb, pois ele é o órgão público responsável pela execução da legislação ambiental gestada e aprovada nas sucessivas gestões socialistas do PSDB no Estado de São Paulo. Estes entendem que o povo existe para servir aos governos, ao Estado, e não o contrário. Parece que o prazer sádico de punir o ser humano é a tônica destas mentes. O comportamento esquerdista de invejar e hostilizar aquele que possui, mesmo que seja pouco, manifesta-se neste caso específico, com o ônus da compensação de árvores, mesmo que este não tenha sido o causador do desmatamento histórico. Isto tem um custo injusto para o cidadão, que não é baixo, pois não implica apenas a compra das mudas, mas também os custos do plantio, e da manutenção destas, até que as árvores atinjam uma determinada altura.
"Todos somos responsáveis pela preservação da natureza", diria um preservacionista xiita de esquerda, de forma genérica e demagógica, para contrapor-se ao nosso pensamento, querendo aí incluir a imposição do replantio de árvores por quem não desflorestou. Qualquer pessoa de bom senso defende a preservação da natureza, o que é diferente de ser obrigado por lei a repor as espécies destruídas por nossos antepassados. E a coisa não é brincadeira, não: dependendo da espécie arbórea a ser subtraída, temos que compensar com o replantio de outras 25!
Experiência minha recente, em um terreno urbano de 1.200 m2, foi-me solicitado pelo órgão ambiental um "laudo da fauna" ali presente (em um terreno na zona urbana, no coração da cidade? Ninguém falou para estes funcionários para utilizar o bom senso na aplicação da lei?). Na simulação realizada por um biólogo por mim contratado, o replantio de árvores para a "compensação" das árvores a serem removidas deverá ser de 1.350 (hum mil, trezentos e cinquenta) indivíduos. Perfeito.
Até concordo com este replantio, acho até que deveriam ser 3.000 árvores, mas defendo que cabe ao órgão ambiental fazê-lo, e às suas expensas, quer dizer, às nossas expensas, pois com os recursos de nossos impostos, desde que bem direcionados, se é que o leitor me entende... Enxergamos que caberia ao órgão ambiental apenas ser informado do corte destas árvores de terrenos em ambiente urbano e a este o encargo de providenciar a compensação com o replantio das espécies, sem este ônus adicional ao pagador de impostos.
Aí, sim, teríamos o Estado servindo ao cidadão, como tem de ser, e não o contrário. Mas castigar a iniciativa privada com onerações infindáveis e na grande maioria das vezes injusta, para tudo, parece deixar a esquerda em êxtase na sua sanha em dividir o que é dos outros. A legislação ambiental do Estado de São Paulo precisa ser revisada com urgência. Espaços públicos não faltam em Bauru para o plantio de árvores. A cidade está "pelada".
Inconcebível que as três últimas administrações de prefeitos oriundos da verve verde tenham deixado a cidade com enormes espaços sem árvores e com apenas 1% de esgoto tratado. Uma vergonha exposta em rede nacional de televisão.