A falta de água em Bauru foi o principal assunto na sessão da Câmara Municipal, nesta segunda-feira (5). Em praticamente todos os discursos, os vereadores pediram informações sobre o uso de R$ 12 milhões pelo Departamento de Água e Esgoto (DAE), verba que, desde o ano passado, está reservada para obras de abastecimento e reservação. A Prefeitura de Bauru afirma que já construiu três poços no mandato do prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSDB) e vai, agora, concluir uma nova adutora.
Nesta terça (6), a Comissão de Obras convocou a Presidência do DAE e o Gabinete do Prefeito para discutir a crise hídrica e receber os detalhes sobre essa verba, que teve aprovação da Câmara. Os vereadores Coronel Meira (PSL) e Sandro Bussola (PSD) lembraram que, inicialmente, o DAE aproveitaria o dinheiro para outras finalidades, mas a Câmara pediu alterações no projeto e o valor foi direcionado para investimentos no abastecimento de água, especialmente na região que depende do Rio Batalha.
Os vereadores Miltinho Sardin (PTB) e Natalino da Silva (PV) citaram que receberam muitas reclamações de falta de água no fim de semana. O mesmo foi relatado por Edvaldo Minhano (Cidadania), Manoel Losila (MDB) e Telma Gobbi (PP), que também enfatizaram a demora para investimentos por parte da autarquia.
CAMINHÕES-PIPA
Para o vereador Manoel Losila, o DAE deve contratar caminhões-pipa em caráter emergencial, pois apenas os veículos da autarquia não estão dando conta da demanda. Coronel Meira ainda lembrou que a prefeitura tem que publicar decreto para que o DAE possa abastecer diretamente o reservatório do munícipe, pois, atualmente, conforme o JC noticiou, as pessoas precisam dar um jeito de levar a água até suas caixas, o que nem sempre é possível.
Outro aspecto destacado por Meira é que, nos últimos dois governos, o ponto de captação do DAE no Rio Batalha não teve investimentos, como o aprofundamento, que permitiria reservar mais água. O líder do governo na Câmara, vereador Markinho Souza (PSDB), frisou que a prefeitura e o DAE mobilizaram mais funcionários para a construção da adutora que permitirá a ativação do Poço do Santa Cândida, com a colaboração de empresas privadas.
Já o presidente José Roberto Segalla (DEM) lembra que, se a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Vargem Limpa já estivesse pronta, o dinheiro remanescente do Fundo de Tratamento de Esgoto (FTE) poderia ir para investimentos em abastecimento, caso a população concordasse após a realização de um plebiscito, o que já foi defendido pelo vereador em outras ocasiões.