Depois de meses com educandários de portões fechados, por causa da pandemia do coronavírus, algumas instituições ensaiam uma possível volta. Aqui no Brasil, em algumas cidades, alunos já começaram a retornar em suas salas de aulas. Para receber esse público, os educandários tiveram que se adaptar a uma nova realidade imposta pela nova condição de saúde pública. Nessa nova configuração, o número de alunos dentro das salas de aula foi reduzido quase em sua totalidade, respeitando o distanciamento entre os estudantes. Além disso, foi dada uma atenção especial à higienização do ambiente acadêmico e das pessoas que frequentam o local.
Embora as iniciativas da possível volta das aulas presenciais estejam acontecendo, incertezas e dúvidas pairam na cabeça de alguns educadores e pais de alunos. E o maior temor deles é justamente a possibilidade da contaminação por Covid-19 de docentes e estudantes. Para eles, no momento é mais seguro o sistema de ensino remoto, implantado pela maioria dos países quando a coronavírus tornou um problema de saúde mundial.
Essa preocupação é compreensível, uma vez que há uma certa dificuldade de algumas instituições de ensino se adaptarem à nova realidade social chamada “pós-pandemia’”. Em alguns casos, a própria estrutura física de alguns colégios impede essa adaptação.
Há educandários em que o prédio onde os mesmos se situam foi tombado pelo Patrimônio Histórico. Esse fato impede a construção de mais salas de aulas caso a instituição educacional necessite de mais espaços para realojar os estudantes. Soma-se a isso a falta de interesse por parte das autoridades em adaptar educandários que já sofrem com prédios velhos e suas estruturas físicas inadequadas.
O autor é jornalista.