Gustavo nasceu Viotto, filho do casal hoje aposentado Nelson e Sandra (ele comerciante da área de calçados, e ela professora), tendo uma irmã mais velha, a Gabriela. Nasceu aqui em Bauru mesmo, estudou no Colégio São José, mas foi no Fênix, na adolescência, que viu despertar em si a veia jornalística. Ele próprio reconhece que nada na sua infância poderia dizer que ele trabalharia em televisão. Ninguém da família havia demonstrado a menor afinidade com o mundo das celebridades.
E é a uma dessas celebridades, ninguém menos que a apresentadora Sabrina Sato, que ele deve o apelido que ostenta hoje: Coruja, que assumiu com o maior carinho.
Pois Gustavo Coruja está se tornando bem conhecido nos bastidores artísticos através das reportagens que faz no programa das tardes, o "Triturando", da Rede TV. E está em todas, seja com famosos ou com aspirantes à fama.
Semana retrasada, estava em Belém do Pará cobrindo o casamento da cantora Gretchen com o músico e empresário Esdras. Gretchen, é claro, dispensa apresentações. Mas esta semana Gustavo fez a cobertura do aniversário da empresária, socialite e misto de jurada de televisão, a ricaça Val Marchiori. Lembram-se dela? Do reality show "Mulheres Ricas", da Band. Um dos seus recursos para se aproximar é não ser indelicado (nem mesmo quando são com ele) com os famosos e procurar mostrar que a classe artística é feita de "gente como a gente". "É ilusão pensar que a vida dos artistas não tem problemas".
Gustavo não discrimina. Trata todo mundo com o maior respeito. E procura fugir das fofocas que permeiam o setor, já que como ele próprio admite em seu Instagram (@gustavo_coruja), "eu não conto pra ninguém" é a frase mais dita pelos fofoqueiros. E ninguém duvida disso, não é mesmo?
CRIATIVIDADE
Pois então, com uma dose enorme de criatividade, Gustavo tira leite de pedra e faz entrevistas bem divertidas com os famosos. Por exemplo, durante muito tempo ficou focado no signo dos artistas... "Às vezes, nas coletivas, eu era o quarto, quinto a ser chamado para uma pergunta. Então, já tinham perguntado o que estava rolando no dia e eu não podia perguntar a mesma coisa. E quando chegava a minha vez, não queria que o papo esvaziasse. Signo é o máximo (ele é de Escorpião, do dia 7 de novembro). Dá conversa e todo mundo gosta." Outro truque dele é o bordão "cinco coisas" para o entrevistado fazer sua listinha, seja do que gosta ou não. E sempre consegue tiradas divertidas.
Esse lado divertido também transparece nesta entrevista. Usando o lugar-comum, Gustavo faz do limão uma limonada. Algo que já se revelou logo que começou, na raça e na coragem. "Quando estudava no Colégio Fênix, em Bauru, criei um jornal do colégio chamado ROL - Revista On-Line, para entrevistar os famosos que vinham para Bauru se apresentar no Teatro Municipal, e aproveitava para ir de graça assistir as peças e tem outros eventos", conta. Uniu o útil ao agradável.
O problema era a qualidade da entrevista. O nome era 'Tremenda Entrevista", literalmente. "Porque eu gravava com a câmera digital, e tremia muito de nervoso. Isso foi o começo do que eu faço hoje com o celular no Tricotando". Hoje, claro, sem tremer.