Tribuna do Leitor

País no vermelho

Paulo Panossian
| Tempo de leitura: 1 min

Não somente o vermelho das chamas no Pantanal preocupa o nosso Brasil. Como enxergam os principais bancos, o BC e o FMI, perigo está no risco do agravamento da crise fiscal. Ou seja, está mais do que na hora de Jair Bolsonaro focar exclusivamente no corte de gastos e controle das contas públicas e parar de insistir no seu programa social como o Renda Cidadã, já que o País está no vermelho, sem recursos, e sem tempo para demagogia.

E, como indicam os relatórios dos grandes bancos, o País está à beira de uma crise fiscal. Porém, falta uma resposta concreta do governo e do Congresso para que se evite o crescimento acelerado da dívida pública. Como divulga o Banco Central, a dívida bruta fechou no mês de agosto em R$ 6,39 trilhões, ou 88,8% do PIB. Em 2013, era de apenas 51,5% do PIB. E analistas estimam que em dezembro, infelizmente, poderá crescer mais e ficar em 98,6% do PIB. Já em 2021, alcançar 100,3%. É explosivo!

O presidente do BC, Roberto Campos Neto, tem alertado Jair Bolsonaro, para os riscos fiscais. E o Fundo Monetário Internacional adverte que o Brasil, para sair desta armadilha da alta da dívida pública, precisa urgente de reformas como da tributária e administrativa e selar urgente o acordo comercial com a União Europeia. Mas Bolsonaro, que só pensa na reeleição, mais do que urgente precisa dar sinais concretos para o mercado e investidores que sua prioridade é o controle das contas públicas. E não ficar perdendo tempo precioso com o Renda Cidadã, que para o qual mendiga verba que não existe, de até R$ 35 bilhões para financiar o programa.

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