Depois de muita espera, a Seleção Brasileira, enfim, inicia sua caminhada pela classificação à Copa do Mundo de 2022, no Catar. Provavelmente sem Neymar, que se recupera de dores na região lombar e não participou dos últimos dois treinos, o time do técnico Tite estreia nas Eliminatórias Sul-Americanas diante da Bolívia, nesta sexta-feira (9), às 21h30, na Neo Química Arena, com o pensamento de ganhar, convencer e resgatar o interesse perdido de parte dos torcedores.
O Brasil começa a sua campanha rumo ao Mundial jogando em casa pela primeira vez e também atuará sem público pela primeira vez em sua história de mais de 100 anos. A medida faz parte do protocolo de prevenção ao coronavírus.
O torneio começa com atraso de sete meses em razão da pandemia de Covid-19 e deve durar até março de 2022. Assim como nos últimos anos, a América do Sul terá quatro vagas diretas no Mundial do Catar e mais um representante na repescagem intercontinental. Na segunda rodada, o Brasil vai enfrentar a seleção do Peru na terça-feira, às 21h (de Brasília), em Lima.
O retrospecto contra os bolivianos é amplamente positivo. Em 30 partidas, o Brasil venceu 21 vezes, empatou outras quatro e perdeu apenas cinco partidas. O adversário nunca venceu a Seleção no País. Será o primeiro duelo da Seleção Brasileira em 2020. A última vez que os comandados de Tite entraram em campo foi em novembro de 2019, na vitória por 3 a 0 sobre a Coreia do Sul, em amistoso realizado em Abu Dabi.
Neymar, mais uma vez, pode desfalcar a Seleção. Fora de jogos importantes nas últimas temporadas por conta de lesão, o camisa 10 trata dores na região lombar e não participou das duas últimas atividades. Se não puder atuar, Tite já confirmou que irá escalar Everton Ribeiro como substituto.
As outras incógnitas quanto à escalação titular eram quem seria o goleiro e o meio-campista ao lado de Casemiro. Tite tratou de saná-las na entrevista coletiva concedida na véspera do jogo e revelou que Weverton será o titular no gol e Douglas Luiz ganhou a disputa com Bruno Guimarães no meio.
BOLÍVIA
A seleção boliviana tem como aliado o maior tempo de preparação. Como o futebol no país está paralisado desde março em razão da pandemia, o grupo convocado pelo técnico César Farias treina junto há quase dois meses.
A Bolívia veio para São Paulo sem o atacante Marcelo Moreno, do Cruzeiro, e outros três atletas que atuam fora do país: Jaume Cuéllar (SPAL, da Itália), Boris Céspedes (Servette, da Suíça) e Alejandro Chumacero (Puebla, do México). Os bolivianos não se classificam a um Mundial desde a sua primeira participação, em 1994, e terminaram em último lugar nas Eliminatórias passadas.