Viver Bem

Previna-se na

Raphaela Ramos
| Tempo de leitura: 2 min

A primavera segue até o dia 21 de dezembro. Com ela, chegam também as mudanças de temperatura, a redução da umidade relativa do ar, o aumento da concentração de poluentes e a maior propagação de alérgenos, como o pólen e o ácaro. Neste cenário, alguns problemas de saúde se tornam comuns durante a estação.

Nelson Guilherme Bastos Cordeiro, presidente da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia Regional Rio de Janeiro (ASBAI-RJ), explica que o ácaro, principal causador das alergias nessa época, é um ser microscópico que gosta de temperaturas nem muito quentes nem frias, por isso a estação é perfeita para sua propagação. O ácaro morto e suas fezes dispersam uma poeira de fácil inalação, provocando as doenças alérgicas da primavera: asma, rinite e conjuntivite.

"A alergia também pode ser causada por outros fatores, como fungo, pólen, pelo de animal, barata... Mas o mais comum é o ácaro", diz Cordeiro. "Em apenas um grama de poeira podem ser encontradas centenas de ácaros."

A rinite alérgica apresenta quatro sintomas principais: obstrução nasal, coriza, espirro e coceira no nariz. Já a asma provoca tosse, cansaço, aperto no peito, pressão torácica e um chiado na respiração, durante a saída do ar. No caso da conjuntivite alérgica, os sintomas são olho lacrimejando, com coceira e vermelhidão.

O médico alerta que algumas doenças não alérgicas também são mais comuns durante essa época do ano. Uma delas é a escarlatina, provocada por uma bactéria. Os sintomas são dor de garganta, podendo aparecer pus, gânglios no pescoço, pintas pelo corpo e no final a descamação na mão e no pé. Também é comum a ocorrência da catapora.

Impacto da pandemia

A presidente da Academia Brasileira de Otorrinolaringologia Pediátrica (ABOPe), Rebecca Maunsell, explica que na primavera é comum haver ocorrência de viroses, mas destaca que este ano, devido ao isolamento social, a transmissão de outras doenças do tipo tem sido mais baixa. Ela destaca o fato de muitas crianças não estarem indo às escolas, e com isso, tendo menos contato entre si.

"Uma lição da pandemia é que não se deve mandar a criança doente para a escola com febre, nariz escorrendo, porque ela transmite essa infecção", afirma, explicando também que quando o fator climático é somado a outras condições, muitas vezes os sintomas demorem mais tempo para passar.

 

Comentários

Comentários