Atitude

Já é seguro planejar a gravidez?

Evelin Azevedo
| Tempo de leitura: 2 min

A pandemia de Covid-19 fez com que muitas pessoas adiassem os planos traçados para o ano de 2020. Inclusive o de engravidar. A falta de informação sobre a ação do vírus no organismo de grávidas e de possíveis complicações na formação do bebê fez com que o sonho de aumentar a família fosse postergado. No entanto, passados quase oito meses desde que o vírus chegou ao Brasil e com o processo de reabertura na reta final, muitas famílias voltaram planejar a concepção do tão sonhado filho. Mas será que já é hora? E a resposta é: depende! A escolha final será da família.

Até o momento, não foi publicado nenhum estudo que aponte as gestantes como um grupo mais vulnerável à Covid-19 e suas complicações mais graves. "Ao contrário do que se temia, a doença não se mostrou pior nas gestantes do que nas mulheres não grávidas. A mulher que pegou coronavírus corre o mesmo risco de ser intubada ou morrer estando grávida ou não", afirma Paulo Gallo, médico. De acordo com Gallo, qualquer mulher que seja infectada por uma virose durante a gestação tem risco aumentado de parto prematuro. O que é um ponto a se pensar. Outro destaque dado pelo médico é que a infecção por Covid-19 da mãe não apresentou, até o momento, risco para o bebê que está em formação.

Portanto, a decisão de tentar engravidar agora ou adiar o planejamento de gestação até o momento em que a pandemia esteja mais controlada - ou que haja uma vacina - é da família. No entanto, mulheres com mais de 35 anos devem ponderar outro fator: a idade. Quanto mais avançada, menores são as chances de engravidar, pois os ovários envelhecem e perdem sua qualidade. E apesar de os estudos e testes da vacina estarem bem avançados, não há como prever quando ela estará disponível para distribuição.

Outra dúvida que pode impactar na decisão de ter ou não um filho neste momento é a possível imunidade adquirida por quem já foi infectado pelo novo coronavírus. "Nós, médicos, não temos argumento nem para estimular nem para contraindicar uma gravidez após a infecção. Realmente, a maioria das pessoas já foram infectadas pelo novo coronavírus não está apresentando a doença de novo, apesar de já ter sido provado de que a pessoa pode ter uma outra infecção pelo vírus", diz o médico Paulo Marinho.

Se a paciente resolver engravidar depois de ter sido infectada pela Covid-19, serão feitos todos os protocolos realizados pelas gestantes antes da pandemia. "Mas é importante que a mulher se recupere completamente da infecção antes de tentar engravidar", finaliza Marinho.

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