Paris - As autoridades francesas lançaram uma grande operação policial contra movimentos jihadistas islâmicos presentes no país e prometeram uma "guerra contra os inimigos da República", três dias após a decapitação do professor Samuel Paty. Paty, 47, ensinava história e geografia. Foi morto na rua após mostrar, em sala de aula do ensino fundamental, charges do profeta Maomé.
Foram abertos mais de 80 processos de investigação, tanto de pessoas envolvidas no caso quanto de militantes acusados de espalhar discursos de ódio em redes sociais ou que já haviam sido fichadas pelos serviços de inteligência.
Até esta segunda (19), ao menos 15 pessoas foram presas por suspeita de ligação com o assassinato. O autor do crime é apontado como Abdullakh Anzarov, 18, nascido em Moscou, de origem chechena e refugiado na França. Ele foi morto pela polícia pouco depois do ataque. As investigações buscam esclarecer se ele agiu por conta própria.
Gérald Darmanin, ministro do Interior, acusou o pai de uma aluna e um militante de ter lançado uma sentença de morte contra o professor. Ambos foram presos.