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Presidente do DAE acha improvável falha humana em estouro de adutora

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 3 min

Promessa de alívio ao desabastecimento de água que afeta parte de Bauru, o Poço Santa Cândida registrou rompimento na adutora durante testes na rede, na noite desta segunda-feira (19). Uma das especulações era de que o problema teria sido causado pela abertura apenas parcial de um registro, o que gerou maior pressão e ruptura em um trecho da tubulação. Embora o registro seja manual, o presidente do DAE, Eliseu Areco, acha "improvável" que a situação tenha decorrido de falha humana e informou que autarquia segue com reuniões constantes para alinhar ações.

Aposta da prefeitura para ajudar a combater a crise hídrica na cidade, o poço teve as obras aceleradas. O prefeito Clodoaldo Gazzetta, inclusive, chegou a anunciar, na última sexta (16), que ele seria colocado em operação já nesta semana. Agora, a previsão do DAE é de que o dispositivo seja ativado apenas na semana que vem, após mais uma rodada de testes.

"Problemas técnicos acontecem. Embora tenhamos um cálculo, sempre há uma válvula sendo ajustada, um registro que emperra. No caso do Poço Santa Cândida, o registro não estava aberto por completo por um problema que a gente não consegue detectar", afirma Areco.

Embora confirme que o controle do registro é manual, o presidente diz que o mais provável é que tenha ocorrido falha mecânica. Informações circuladas nesta terça-feira (20) aventavam a possibilidade de alguém ter errado durante a manobra. "Provavelmente quem disse isso é algum especulador de plantão", rebate Areco.

"Esses registros são deixados em uma situação de operação e são lacrados. Acho improvável algum servidor ter fechado o registro de propósito ou esquecido que deixou aberto ou não. Existe um protocolo de engenharia que é seguido. Creio que a falha mecânica nesta situação tenha sido mais provável", acrescenta.

A RUPTURA

A ruptura foi de cerca de 1,5 metro na tubulação, que fica em meio aos 3 quilômetros de extensão da adutora, composta por PVC e ferro dúctil com diâmetro de 10 polegadas. O reparo levou aproximadamente 2 horas e foi concluído na própria segunda-feira.

O teste que causou o rompimento serviria para verificar carga e limpeza. "Depois de ligar o poço, acionamos a bomba para mandar água. Aí, percorremos a adutora para saber se há alguma válvula para ser substituída", explica Eliseu Areco.

Ele não detalha se o registro em questão controlava o volume de água ou se possuía como função a retirada de ar da rede.

NOVOS TESTES

O Poço Santa Cândida está com as obras finalizadas e já passou por outros testes, como de elétrica e de vazão, obtendo resultados satisfatórios.

Mais três avaliações estão programadas. Uma delas deve ter início a partir das 7h desta quarta (21) e pode terminar apenas na sexta (23). As outras duas, também previstas para esta semana, contemplam a parte elétrica e a bomba. "Precisamos saber como está a pressão, se a água está circulando em todo o sistema e se conseguirá atuar em consórcio com a ETA [sistema abastecido pelo Batalha]. Com tudo certo, acredito que o poço entre em operação no início da semana que vem", projeta Areco.

Como forma de evitar descompassos, a autarquia tem reunido equipes para identificar possíveis "ocorrências que possam surgir nas novas operações".

O poço tem vazão de 200 mil litros de água por hora e abastecerá 16 mil moradores da Vila Dutra, Vila Industrial, Parque Viaduto, Parque Val de Palmas, Leão 13 e Santa Cândida, que, hoje, dependem do Rio Batalha.

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