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Secretaria de Obras faz mutirão para enfrentar período de chuva

Bruno Freitas
| Tempo de leitura: 2 min

Fazer muito com pouco, este é o desafio. A Secretaria de Obras exerce neste ciclo de estiagem uma série de ações para resolver e antecipar problemas provocados pela estação de chuvas em Bauru, apesar de não ter dinheiro em caixa para fazer reformas vultuosas e definitivas.

Historicamente, segundo o Centro de Meteorologia (IPMet) da Unesp, o município recebe maior volume de água entre o final de outubro e março. As atenções da pasta estão voltadas para evitar o máximo de alagamentos, entupimentos de bueiros e bocas de lobo, transbordamento de córrego, novos buracos em asfalto e erosões em áreas urbanas.

A escassez de recursos para obras em 2021 é mais um dos temas trazidos pelo JC para discussão entre os 14 candidatos a prefeito.

PINHEIRINHO

Um dos locais que necessitava de urgência está em reta final de obras, na quadra 13 da rua Bento Duarte de Souza, no loteamento Pinheiro (Pinheirinho), Vila Dutra, onde há uma erosão de oito metros de profundidade por 15 metros de largura, a dois metros de tragar residências. A divisão de drenagem realiza contenção desta erosão com estacas de eucaliptos com manta geotêxtil e aterro.

"Toda a água da captação da região da Vila Industrial e Santa Cândida desce para este local, que não possui galerias pluviais, formando a erosão e colocando em risco as casas. A obra definitiva, de galerias, custaria cerca de R$ 6 milhões, mas não há este investimento. Mas estamos finalizando a contenção para resolver o problema e conservar as casas", explica o secretário Sidnei Rodrigues.

DANIEL PACÍFICO

A Secretaria de Obras finalizou um trabalho para conter enchente e implantou guarda-corpo na calçada para evitar automóveis arrastados pela água, no trecho da rua Daniel Pacífico que passa sobre o Córrego da Grama, região que liga a Falcão com o Bela Vista.

Objetivo é evitar novas tragédias como a que matou mãe e filha, de 43 e 14 anos, respectivamente, no dia 20 de março do ano passado, após o carro em que estavam ser arrastado para o córrego que transbordou.

"Este local necessita de uma ponte com a passagem de vazão de água quase duas vezes maior do que tem hoje. Investimento seria de R$ 2 milhões (mas não há esta verba). O que conseguimos fazer foi contenção com toras de eucalipto, inserimos manta (geotêxtil) e concretamos para evitar erosão em dias de chuva. Se houver transbordo por cima da rua, o carro vai fica enroscado na defensa e ficar em solo firme", pontua o secretário.

REFORÇO

Dos 150 funcionários contratados de forma temporária pela prefeitura, pelo prazo de 90 dias, com possibilidade de renovação por mais 90, cerca de 25 deles vão reforçar equipes da pasta de Obras para solucionar problemas. 

"Com estes 25, sete deles vão formar uma segunda equipe de limpeza de bueiros e bocas de lobo. Os demais vão integrar o 'tapa-buracos' para refazer asfaltos que foram deteriorados pelo tempo", cita Sidnei Rodrigues.

 

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