Curitiba - A Polícia Federal cumpriu nesta quarta-feira (21) mandado de busca e apreensão em endereço ligado ao senador Fernando Collor (PROS-AL) em São Paulo. A operação apura supostos pagamentos de propina para a liberação de licenças ambientais no Ibama, entre 2014 e 2015, para a construção de um porto no Paraná.
As buscas, autorizadas pelo ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal), são um desdobramento da Operação Politeia, uma fase da Lava Jato deflagrada em 2015, quando foram apreendidos carros de luxo do senador.
Na operação desta quarta, foram cumpridos outros 11 mandados de busca e apreensão, em Gaspar (SC) e Pontal do Paraná (PR). Fachin também determinou o bloqueio de bens de investigados. Segundo a apuração, os repasses de propinas incluem dinheiro em espécie.
Outro envolvido na apuração é João Carlos Ribeiro (PSC), candidato a prefeito de Pontal do Paraná, cidade de cerca de 28 mil habitantes no litoral do estado.
Ele é dono do Grupo JCR, que planeja construir um porto privado no município, o porto Pontal Paraná. O projeto possui todas as licenças, mas as obras ainda não começaram.
Aos 79 anos, Ribeiro é um dos candidatos a prefeito mais ricos do Brasil, com bens declarados que somam R$ 1,55 bilhão, incluindo R$ 4 milhões em ações do Porto Pontal.
OUTRO LADO
Em nota, o porto Pontal Paraná afirmou que atua de forma regular, que está colaborando com as investigações e que vai prestar os devidos esclarecimentos quando tiver acesso à íntegra do processo. Procurado, Ribeiro não quis comentar as investigações.
Pelas redes sociais, Collor afirmou que foi surpreendido com a operação, mas que nada foi encontrado "porque não tinha o que ser apreendido".