Botucatu - Uma iniciativa adotada pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu (HCFMB) está contribuindo para reduzir a transmissão do novo coronavírus entre funcionários e usuários da unidade. Desde agosto, antes de iniciar jornada diária de trabalho presencial, todo servidor preenche Autodeclaração de Sintomas, informando se está sintomático ou assintomático para que avaliação mais detalhada seja feita.
Desde então, segundo Serviço de Engenharia e Segurança em Medicina do Trabalho (SESMT) do HC, houve diminuição de mais de 20% na quantidade de funcionários que trabalharam sintomáticos e, posteriormente, testaram positivo para a Covid-19.
A Autodeclaração de Sintomas é elaborada a partir de Protocolo de Testagem da Secretaria de Estado da Saúde e contém questionário simples. "O fácil acesso ao questionário e a simplicidade no preenchimento permitem que o servidor comunique sua condição em poucos segundos", diz o hospital.
Essa ação preventiva é fruto de um trabalho que reúne Diretoria de Assistência, Departamento de Apoio à Assistência e Centro de Informática Médica (Cimed), que desenvolveu o programa.
"Todos os dias, de 8 a 10 pessoas são triadas por esse sistema. São funcionários que estão sintomáticos e, ao constatarem, não exercem suas atividades laborais, não expondo os usuários da Instituição ou outros trabalhadores", explica a diretora de Assistência do HC e idealizadora do programa, Erika Ortolan.
A médica Letícia Lastória, do Núcleo de Vigilância Epidemiológica (NVE), ressalta que a possibilidade de transmissão da Covid-19 é maior quando a pessoa apresenta sintomas. "Devemos zelar sempre pelo bem dos nossos colegas de trabalho e dos nossos pacientes. Por isso, quando o profissional é sintomático, ele deve ser avaliado para que seja excluída não só a hipótese de coronavírus, mas também de outras doenças infectocontagiosas", declara.
De acordo com o diretor do SESMT, Fábio Picchiotti, medidas como a Autodeclaração têm servido como modelo para a Central de Recursos Humanos (CRH) e estão sendo implementadas em outras unidades paulistas.
"Estamos tendo grandes avanços e a nossa meta é conseguir chegar a um momento em que ninguém trabalhe com sintomas e que, dessa forma, o risco de transmissão entre funcionários seja o mais baixo possível", afirma.