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Covid: em que acreditar? (parte 2)

Helder Fernandes Aguiar
| Tempo de leitura: 2 min

No dia 20 de setembro, há pouco mais de um mês, publiquei nesta página um texto com esse título acima; a dificuldade de saber o que é verdade, fake, achismo e política partidária nessa pandemia.

Sem entrar no mérito da questão, o que deve e o que não se deve fazer, nesse triste período de incertezas e insegurança, com a pandemia ainda presente, nova onda na Europa e a lenta retomada das atividades por aqui, com críticas às aglomerações, como também críticas aos partidários do isolamento social rigoroso em território brasileiro.

A vacina virou cabo eleitoral; ainda nem totalmente testada, sem eficácia comprovada, já é tema de debates, discussões, ataques com clara motivação eleitoreira.

Essa semana faleceu um jovem influenciador digital e preparador físico, Dmitriy Stuzhuk, que dizia que o coronavírus não existia, desdenhava da doença e morreu de complicações da Covid-19, que adquiriu em viajem para a Turquia.

Esse assunto foi altamente divulgado, sendo matéria de capa em todos os sites de notícias; dia 21/10, faleceu o senador Arolde de Oliveira, que também se dizia contra o isolamento e, igualmente, teve alta divulgação.

Entretanto, nem sempre o mesmo critério é utilizado. Vou reproduzir uma mensagem no Twitter de 22/10, da jornalista da Folha de São Paulo Mariliz Pereira Jorge, também redatora da TV Globo e apresentadora e colunista da MyNews: "Sete meses de pandemia. Segui todas as orientações sobre distanciamento, uso de máscaras, medidas de higiene, sou fechada com o @oatila. Há 10 dias fui diagnosticada com o Covid-19". "Nenhum médico me prescreveu cloroquina; curioso".

Alguém leu na mídia, em qualquer site, algum tipo de comentário sobre esse fato? A quem interessa notícias e manchetes unilaterais? Quem ganha com isso?

Quem perde, eu sei!

Perde quem sempre perde, o povo.

*@oatila é o Atila Iamarino, que se apresenta como divulgador científico, tem um livro sobre Covid e falou no início da pandemia que, se nada fosse feito, teríamos 1,5 milhão de mortos até agosto no Brasil.

O autor é otorrinolaringologista.

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