Internacional

Cresce número de civis mortos em conflito

FolhaPress
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Azerbaijão e Armênia voltaram a trocar acusações nesta quarta-feira (28) após bombardeios que marcam o dia mais letal do conflito que já dura um mês. Autoridades azeris disseram que um ataque com mísseis armênios na cidade de Barda, perto do território separatista de Nagorno-Karabakh, deixou pelo menos 21 civis mortos e 60 feridos.

A porta-voz do Ministério da Defesa da Armênia, Shushan Stepanyan, negou a acusação. "É falsa e sem fundamento. Uma mentira absoluta e uma provocação suja", escreveu ela em uma rede social.

O ministério também confirmou que o Azerbaijão ocupou a cidade de Gubadli, que fica entre o território disputado e a fronteira com o Irã, um ganho militar aparente que pode tornar ainda mais difícil uma solução diplomática para o maior conflito na região nos últimos 30 anos.

Por sua vez, autoridades apoiadas pelo governo armênio baseado na capital do país, Ierevan, disseram que projéteis azeris caíram nas duas maiores cidades de Nagorno-Karabakh, Stepanakert e Shushi, matando ao menos uma pessoa, o que o Azerbaijão também nega.

Na terça-feira (27), quatro civis, incluindo uma criança de dois anos, morreram e 13 ficaram feridos em outro bombardeio por mísseis em Barda.

Dois dias depois da fracassada "trégua humanitária", que foi a terceira tentativa de cessar-fogo entre os dois países em conflito desde 27 de setembro, os ataques desta quarta indicam uma escalada das tensões no Cáucaso.

Não há números precisos sobre o número total de vítimas do conflito. Autoridades de Nagorno-Karabakh registram 1.068 mortos, enquanto o Azerbaijão não divulga as mortes entre seus militares. Entre os civis, o número de mortes já passa de 100. A Rússia, historicamente um árbitro das tensões entre os dois países, estima que a cifra tenha ultrapassado 5.000 mortes ao todo.

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