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"Não há música nova de Renato Russo"

Estadão Conteúdo
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O caso Legião Urbana tem munição para render mais do que um episódio policial. Desde a manhã desta terça-feira, 27, quando policiais da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra Propriedade Imaterial (DRCPIM) foram à casa do produtor Marcelo Fróes com um mandato de busca e apreensão para recolher seu celular e seu computador, a história cresce. Os agentes policiais, estavam ali para descobrir possíveis "músicas inéditas de Renato Russo" que Fróes guardaria à revelia do detentor dos direitos autorais do cantor morto em 1996, seu filho, Giuliano Manfredini.

"Os fonogramas de Renato pertencem não a Giuliano, mas à gravadora EMI. E, mesmo que eles existam, não seria crime tê-los uma vez que não estão sendo comercializados", conta o produtor. Marcelo diz que prepara um volumoso depoimento à polícia para esta quinta, 29. E reclama que está sem poder trabalhar por falta do equipamento apreendido.

Ele contou à reportagem que vai apresentar dois contratos, um assinado com a gravadora EMI e outro com a família de Renato Russo, quando os direitos do cantor eram tratados ainda com o pai de Renato, seu Manfredini. Giuliano, à época, ainda não era maior de 18 anos para assumir os negócios.

Um esclarecimento importante, que talvez seja o capítulo que mais interesse aos fãs: segundo Marcelo Fróes e o produtor musical do Legião, Carlos Trilha, também citado na operação que a polícia batizou de "Será", não há músicas inéditas de Renato. O que existe são letras e gravações de músicas conhecidas em outros takes.

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