Paris - Um agressor com uma faca matou três pessoas - duas mulheres e um homem - por volta das 9h (horário local, 5h no Brasil) desta quinta-feira (29) na basílica de Notre-Dame, de Nice, na França. Uma dessas mulheres, a mais nova, de 40 anos, é brasileira. Segundo o consulado francês, a vítima é a baiana Simone Barreto Silva, que vivia no país havia 30 anos e trabalhava como cuidadora de idosos.
As autoridades francesas identificaram o suspeito do ataque como sendo Brahim Aouissaoui, de 21 anos de idade e de nacionalidade tunisiana. Atingido por tiros da polícia, sobreviveu e encontra-se sob custódia das autoridades.
A BRASILEIRA
O Itamaraty confirmou a morte, por meio de nota, na noite de ontem: "O governo brasileiro informa, com grande pesar, que uma das vítimas fatais era uma brasileira de 40 anos, mãe de três filhos, residente na França", diz a nota. "O presidente Jair Bolsonaro, em nome de toda a nação brasileira, apresenta suas profundas condolências aos familiares e amigos da cidadã assassinada em Nice, bem como aos das demais vítimas, e estende sua solidariedade ao povo e governo franceses.
AS VÍTIMAS
Segundo a polícia de Nice, a mulher de cerca de 70 anos foi degolada, e o sacristão da igreja também foi morto a facadas dentro do edifício. Identificado como Vincente ele tinha cerca de 55 anos, dois filhos e abria a igreja às 8h30 todas as manhãs.
A brasileira foi seriamente ferida a facadas, conseguiu fugir da igreja, mas acabou morrendo em um café em frente à basílica, segundo ?o prefeito da cidade, Christian Estrosi. Uma televisão francesa entrevistou um funcionário do café que disse que ela pediu que avisassem a família e dissessem que a amava.
BOTÃO DE EMERGÊNCIA
Na cidade da costa sul francesa, o presidente Emmanuel Macron fez um pronunciamento dizendo que o governo manterá a firmeza e pedindo união a toda a população, independente do credo. O governo elevou o nível de segurança contra ataques terroristas em todo o país e Macron afirmou que o número de militares destinados ao contraterrorismo seria elevado de 3.000 para 7.000.
A polícia, que descreveu a cena do crime como "uma visão de horror", foi acionada por um botão de emergência que fica na calçada e chegou em cerca de dez minutos. Moradores ouviram vários tiros e o suspeito foi levado ao hospital após ser baleado.
O prefeito Estrosi afirmou não ter dúvida de que o incidente foi um atentado terrorista, depois de falar com policiais que interrogaram o agressor. Segundo ele, o homem gritou "Allahu Akbar" (Deus é grande, em árabe) várias vezes, mesmo após ser detido.
O Vaticano também se pronunciou. Uma mensagem enviada ao bispo de Nice em nome do Papa Francisco diz que o pontífice condena "da maneira mais enérgica esses violentos atos de terror" e "se une em oração com o sofrimento das famílias e compartilha sua dor".
MAIS ATAQUES
?Duas horas após o ataque em Nice, um homem foi morto pela polícia em Avignon após ameaçar moradores com uma pistola. Testemunhas disseram que ele gritava "Alá é grande", mas a polícia diz que é cedo para afirmar que há motivação terrorista, relata a rádio Europe 1.
Um saudita foi preso em Jidá após atacar com uma faca um guarda do consulado francês. A vítima está no hospital, mas não corre risco.