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Caso Mariana Ferrer: conduta de promotor é investigada há um mês

Agência Brasil
| Tempo de leitura: 2 min

Florianópolis - O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) informou que apura desde 9 de outubro a conduta do promotor Thiago Carriço de Oliveira no julgamento em que o empresário André de Camargo Aranha foi absolvido, pela Justiça de Santa Catarina, da acusação de estupro da influenciadora digital Mariana Ferrer.

A manifestação do CNMP foi divulgada após quatro conselheiros do órgão terem pedido providências diante da divulgação, pelo site The Intercept Brasil, do vídeo de uma audiência em que o advogado de Aranha humilha Mariana Ferrer, sem que o promotor esboce reação.

Em nota, o órgão disse que uma reclamação disciplinar foi aberta contra o promotor em 9 de outubro, motivada por uma representação feita pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. O procedimento tramita sob sigilo.

Já o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) afirmou que o vídeo divulgado nesta terça-feira (3) pelo site The Intercept Brasil, da audiência do caso envolvendo a influenciadora Mariana Ferrer, "não condiz com a realidade", pois foi editado para esconder intervenções em favor dela por parte do promotor, do juiz e do assistente da acusação que participaram da oitiva.

Em outra frente, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) apura a conduta do juiz Rudson Marcos, do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, ao conduzir as audiências do caso. A seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SC) também disse ter oficiado o advogado Cláudio Gastão da Rosa Filho.

AUDIÊNCIA

Na gravação da audiência divulgada pelo The Intercept Brasil, o advogado aparece expondo fotos sensuais de Mariana sem conexão com o caso e ataca a dignidade da influencer. Em dado momento, Gastão da Rosa Filho diz que não teria uma filha "no nível" de Mariana e que ela posava para fotos em "posições ginecológicas", entre outras ofensas.

Em nota, a OAB-SC disse que "atua no sentido de coibir desvios éticos" e que oficiou o advogado a prestar "os esclarecimentos preliminares necessários para o deslinde da questão". O processo tramitará sob sigilo no Tribunal de Ética e Disciplina do órgão.  

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