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Moradores reclamam e segurança na Prainha de Arealva será revista

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

Arealva - Espaço de lazer e descanso da população, a Prainha de Arealva (41 quilômetros de Bauru) virou alvo de preocupação. Uma tentativa de assassinato contra um rapaz ocorrida por lá na tarde do último domingo (1) gerou tumulto (leia mais abaixo) e ampliou ainda mais a discussão sobre a segurança do local, que não possui vigilância própria. O prefeito Elson Banuth Barreto disse que se reunirá com o comando da PM, nesta quinta (5) para solicitar apoio nas fiscalizações.

Moradores reclamam que, não só no último domingo (1), mas desde que a prefeitura reabriu a área, no fim de setembro, os finais de semana têm registrado abusos e grande movimentação de pessoas. "A violência tem sido constante. Disseram que o individuo que atirou lá no último domingo estava com mais armas no carro. Não há vigilância nenhuma. O abuso de drogas e álcool e a competição de som alto dos pancadões já chegaram a se estender até 4 horas da manhã", comenta um morador de 60 anos, que pediu para não ser identificado por questões de segurança. "O estranho é que, mesmo depois do tumulto gerado pelo tiroteio, a prefeitura abriu a prainha no dia seguinte como se nada tivesse acontecido", completa indignado.

Segundo ele, um abaixo assinado com cerca de 250 assinaturas será encaminhado para o poder público cobrando soluções de segurança para o local. O assunto também foi tratado na Câmara na última terça-feira (3).

ALÉM DO ESPERADO

Inaugurada há mais de quatro décadas, a prainha viveu grandes transformações ao longo dos anos e, hoje, funciona das 8h às 18h todos os dias. Conta com quiosques de alimentação e espaços de descanso e contemplação da natureza.

O prefeito Elson explica que a liberação do local dna pandemia ocorreu em razão de o espaço ser aberto e como forma de fomentar a atividade de comerciantes, que foram prejudicados durante a quarentena. O que o prefeito não esperava é que, com a reabertura, a movimentação cresceria além do esperado. "Houve um aporte de pessoas de fora. Solicitaremos o reforço do policiamento para garantir a ordem e pediremos bloqueios policiais na saída cidade para que haja vistoria de veículos e condutores. Com isso, queremos evitar possíveis crimes", reforça.

Em nota, o 4.º Batalhão de Polícia Militar (4ºBPM-I) informou que o comandante da companhia de Pederneiras participará da reunião em Arealva. "As medidas que couberem à PM serão adotadas", frisa.

ATIVIDADE DELEGADA

O espaço possui só porteiros, que controlam a entrada e saída de veículos. Arealva foi uma das cidades a aprovar projeto da atividade delegada, que prevê a contratação de policiais militares em folga, e estava em vias de assinar o convênio com o Estado, mas a ideia não saiu do papel.

"O projeto está na Secretaria de Segurança Pública e não é possível oficializar por causa do período eleitoral, mas pediremos ajuda da polícia até que o convênio se concretize", pontua. "Fechar a prainha seria uma medida extrema, por isso contaremos com o apoio da PM", finaliza.

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