Washington - O cenário polarizado na disputa entre Donald Trump e Joe Biden vai além das cores no mapa eleitoral à medida que a apuração caminha para o fim. Em várias cidades norte-americanas, milhares de pessoas foram às ruas com pautas que incluem a interrupção da contagem de votos (apoiadores dos republicanos) e sua continuidade (entre democratas).
A autodeclaração de Trump como vencedor, seguida por reiterados ataques à lisura dos votos por correio e ao processo de contagem, motivaram centenas de pessoas que foram às ruas com cartazes com dizeres como "a votação acabou, mas a luta continua". A governadora do Oregon, a democrata Kate Brown, disse que a população tem direito à livre expressão enquanto aguarda o resultado do pleito. Ela convocou a Guarda Nacional para conter os atos após episódios de depredação.
Em Nova York, a polícia prendeu cerca de 60 pessoas durante protestos que começaram de forma pacífica no distrito de Manhattan, mas escalaram para conflitos com os agentes quando os manifestantes tentaram bloquear o trânsito e estações de metrô. Nas redes sociais, o Departamento de Polícia de Nova York informou que as pessoas presas tentaram "corromper um protesto pacífico". Em Minneapolis, centenas de pessoas também se organizaram. A bandeira principal era a garantia da apuração eleitoral sem interferências partidárias.
Outras manifestações, em sua maioria pequenas e pacíficas, ocorreram em cidades como Denver, Atlanta e Oakland. A maior parte foi organizada por apoiadores de Biden. Mas grupos que defendem a reeleição de Trump também se manifestaram. Um protesto de apoiadores do republicano ameaçou parar a contagem dos votos em Phoenix (Arizona). Na decisiva Pensilvânia, grupos pró-Biden e pró-Trump se manifestaram em um centro de apuração na Filadélfia.