Geral

Bauruenses que estão na Europa: isolamento menos rigoroso agora

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

A segunda onda de Covid que atinge a Europa levou governos de vários países a restabelecerem regras para conter a rápida disseminação do coronavírus. Porém, até agora, o novo confinamento vem ganhando características diferentes de quando as cidades foram fechadas, no início de março.

Para bauruenses que vivem atualmente na Europa, a fiscalização está menos rigorosa e as pessoas menos dispostas a ficar trancadas dentro de casa. A avaliação é de que o longo período sem que a população conseguisse voltar a ter uma vida normal e os impactos gerados na economia contribuíram para esta nova configuração da quarentena lá.

A nutricionista e socorrista Michelle Tech, 40 anos, que vive há 4 anos na Itália, relata que parte dos moradores reagiu mal às novas regras, embora o país seja o 6º com mais mortes por Covid no mundo. "Muita gente está protestando nas ruas. O pessoal está revoltado, mas o problema é que o contágio está subindo muito mesmo, assustadoramente, agora que começou a esfriar e voltou a chover", diz.

Ao lado do marido, o enfermeiro André Delarmelindo Tech, 41 anos, Michelle trabalha na Cruz Vermelha em Domodossola, região do Piemonte, que foi incluída na zona vermelha deste novo lockdown, que recebeu as regras mais rígidas. "Apenas serviços essenciais, como farmácias e mercados, ficam abertos, e as pessoas só podem sair por motivo de trabalho, estudo ou saúde. Para sair da sua região, a pessoa precisa comprovar o motivo do deslocamento porque, com certeza, haverá bloqueios. Em todo o País, volta a vigorar o toque de recolher entre 22h e 5h", comenta a nutricionista.

DESCONTENTAMENTO

Morando na Europa há um ano, sendo três meses em Coimbra, em Portugal, o analista de telecomunicações Lucas Bertolo Costa, 30 anos, relata que, neste segundo confinamento, há um número maior de pessoas circulando nas ruas e nem todos os serviços não essenciais interromperam as atividades, diferentemente do que ocorreu no começo de março.

No início do mês, o governo decretou um lockdown parcial, que abrange municípios de alto risco e afeta 70% da população do país. "No primeiro confinamento, você não via ninguém na rua, as filas eram bem mais distanciadas para entrar nos mercados, os bares e restaurantes ficaram fechados. Agora, num café, por exemplo, a aglomeração máxima é de cinco ou seis pessoas e a taxa de uso de alguns estabelecimentos caiu para 5%", descreve.

Além disso, Lucas conta que os moradores, como um todo, também estão mais relaxados em relação ao risco de contágio. "O pessoal não está muito contente com estas decisões do governo, mas não há muito o que fazer. Como trabalho em casa, tenho saído só uma vez por semana para fazer compras", acrescenta.

Comentários

Comentários