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Postes ainda causam transtornos enquanto não sai lei de padronização

Bruno Freitas
| Tempo de leitura: 3 min

Baixos, fora do lugar ideal, com emaranhados de fios e outros ainda de madeira. A falta de padronização dos postes em Bauru, que somam aproximadamente 45 mil, causam instabilidade e transtornos aos munícipes enquanto a "Lei dos Postes" não é sancionada para corrigir os problemas já existentes e evitar novos empecilhos.

Um exemplo absurdo encontrado pelo JC ontem foi em frente ao numeral 13-80 da rua Coronel Ivon Cesar Pimentel, no Parque Paulista, região do Distrito Industrial 1. Lá o funcionários precisam usar um ferro, diariamente, para erguer fios em via pública para que os caminhões possam entrar e sair da indústria Ponteiras Brec.

O engenheiro da firma, Marcos Zanardo, 38 anos, reclama que há problemas toda semana com o poste e a fiação de energia elétrica, telefonia e internet. Uma rotina que dura 2 anos e que por diversas vezes foram solicitados pedidos de ajuda à CPFL. 

"Já propusemos nós mesmos comprarmos um poste ideal e eles só virem aqui trocar, mas não conseguimos. Houve aqui vários rompimentos e até incêndio na fiação. O mais redente foi há 15 dias. Os vizinhos reclamam quando o fio corta, mas não é nossa culpa. Até nos arriscamos em empurrar o fio que é encapado para os veículos passarem sem arrebentar", comenta o engenheiro.

Por meio de nota enviada pela assessoria de imprensa, a CPFL Paulista informa que enviará uma equipe ao local para avaliar o poste e reitera que a responsabilidade pela organização dos fios é de responsabilidade das empresas de telefonia. "A companhia reforça que todos os seus postes são instalados de acordo com as normas técnicas estabelecidas e que continuará atuando junto aos órgãos públicos no diálogo sobre qualquer melhoria necessária nas cidades em que presta serviço", explica o texto.

No entanto, o JC trouxe também no dia 8 de outubro reclamações do Núcleo Gasparini. O bairro tem diversos postes antigos, de madeira, que causam medo em alguns moradores das ruas dos Contabilistas e dos Metalúrgicos. Vereadores, inclusive, usaram o Diário Oficial para pedir a troca. Outros dois exemplos de postes fora dos padrões estão na quadra 1 da alameda Ematite, Santa Edwirges, e na quadra 2 da rua Waldemar Fabris, Parque Jaraguá. Ambos instalados na sarjeta, espaço reservado para a descida de água em direção à boca de lobo.

REGRAMENTO

Após uma primeira audiência pública virtual ser interrompida por hackers, no final do mês passado, nesta terça-feira (10) a Comissão de Infraestrutura Aérea Urbana de Bauru (Coinfra) e a Secretaria de Obras discutiram com outras organizações a minuta de projeto de lei para a execução de obras e serviços de infraestrutura urbana do setor elétrico e de telecomunicações em vias públicas de Bauru, também conhecida por "Lei dos Postes". A discussão foi no auditório da Assenag e contou com 39 participações, sendo 14 presenciais e 25 virtuais. A Secretaria de Obras esteve presente, por meio do secretário Sidnei Rodrigues. O tema foi debatido em conjunto com membros da CPFL, representantes de empresas prestadoras de serviços de telecomunicações e demais autoridades municipais. 

O objetivo principal da reunião foi de evitar falhas no posicionamento dos postes, que, muitas vezes, geram custos desnecessários de remoção e reinstalação, através da demarcação prévia dos alinhamentos. Segundo o presidente da Coinfra, Carlos Augusto Ramos Kirchner, a ocupação do espaço aéreo público vem aumentando com o número de empresas de telecomunicações atuando em um mercado competitivo cada vez maior. A audiência foi mais um passo de definir normas técnicas.

"Recebemos sugestões para aperfeiçoar o projeto de lei. Uma delas foi de fazer uma compatibilização do regramento municipal com o federal (Anatel). Esse projeto permite disciplinar que as regras sirvam como guia. A Coinfra trouxe a discussão do tema e atuou como mediadora. De forma geral, a aceitação foi muito boa. A discussão começou em fevereiro e evoluiu muito", afirma Kirchner. Ele acrescenta que as sugestões serão estudadas em uma reunião já marcada na Coinfra para quinta-feira, dia 19, para fazer ajustes, atualizar e evoluir. A expectativa dele é que a lei seja sancionada no primeiro trimestre de 2021.

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