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Jaú: 'cápsula do tempo' recebe pintura azul e gera polêmica

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 1 min

Jaú - O monumento que já foi um dos maiores mistérios de Jaú, agora é alvo de polêmica. A cápsula do tempo, na praça Siqueira Campos, no Centro, recebeu pintura em azul nos últimos dias, e o serviço, que não teria sido autorizado, recebeu duras criticas, nesta quinta (12) do prefeito Rafael Agostini e da secretária de Cultura e Turismo, Carolina Panini.

Por meio de suas redes sociais, as autoridades manifestaram indignação com a alteração das características originais e históricas do monumento que representa o tempo. "A pintura feita na Praça Siqueira Campos foi um erro grotesco dos responsáveis pela manutenção. Não fui consultado, não concordo e vou tomar todas as medidas para retornar à situação normal e apurar as responsabilidades", disse Rafael Agostini em publicação na tarde de ontem no Facebook.

Já Carolina Panini explicou que a Secretaria de Cultura e Turismo não é responsável pela praça, embora realize diversos eventos por lá. E que esta seria uma atribuição da Secretaria de Meio Ambiente. "Em momento algum nós soubemos o que estava sendo feito. É muito grave. A gente considera o que foi feito no nosso patrimônio um vandalismo", relatou. "Estamos chateados, indignados e providenciando medidas cabíveis".

Em agosto de 2001, Jaú desenterrava, depois de cem anos, uma cápsula do tempo de dentro de um monumento na praça Siqueira Campos. O obelisco havia sido erguido na passagem do século 19 para o século 20. Dentro do monumento foram encontrados, segundo reportagem da Folha de São Paulo na época, jornais do século 19 ("O Despertador", "O Jahu" e "Correio do Jahu"), o livro "Jahu de 1900", cartões de visita, moedas, uma passagem de trem e pacotes com diversos conteúdos.

Posteriormente, uma nova cápsula foi colocada para ser aberta no próximo século, contendo uma carta aos futuros habitantes, trabalhos escolares e arquivos sobre a história da cidade.

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