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Segunda onda de Covid-19: EUA já preparam os novos lockdowns

FolhaPress
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Nova York - Enquanto os Estados Unidos eram consumidos pelas eleições e sua arrastada apuração, a pandemia da Covid bateu novos recordes diários no país e está levando estados, condados e cidades a retomarem medidas restritivas para tentar combater o repique do número de infecções e mortes.

Na quarta retrasada (4), um dia após o pleito presidencial, os EUA passaram a marca de 100 mil novos casos em um único dia. Nesta quinta (12), oito dias depois, o número supera os 160 mil.

HALLOWEEN

De acordo com um levantamento do New York Times, 46 estados americanos registraram alta no número de infecções, e 31, no de mortes. Especialistas apontam as comemorações de Halloween como uma das causas para o repique.

O cenário das últimas semanas não é o mesmo do surto enfrentado em março e abril. Os focos de infecção estão espalhados por todo o país, e não apenas concentrados nas Costas Leste (principalmente no estado de Nova York) e Oeste (na Califórnia).

Os tratamentos médicos também têm se mostrado mais eficientes, evitando um número maior de mortes em comparação com o de contágios, segundo estudo da Universidade de Washington.

Em 13 estados, a maioria deles no Meio-Oeste, o número de infecções mais que dobrou nos últimos 15 dias. Iowa, Minnesota, Michigan e Illinois são exemplos desse cenário.

As aulas presenciais foram suspensas nas escolas públicas de Detroit, a maior cidade de Michigan, e não há planos para retornar às salas de aula antes de 11 de janeiro.

Illinois avalia impor confinamento para lidar com o crescimento do número de hospitalizações. Atualmente, o uso de máscaras é obrigatório ali, mas comércio, indústria e serviços funcionam praticamente sem restrições --bares e restaurantes sem áreas abertas estão vetados.

A prefeita de Chicago, Lori Lightfoot, disse na quinta (12) que a média móvel dos últimos sete dias de novos casos na cidade - a maior do estado e uma das cinco maiores dos EUA - havia subido de 500 para 1.900 ao longo do mês de outubro, e que o índice de testes positivos aumentou de 5% para 15%.

O condado onde a cidade se localiza é o segundo com o maior número do país, 236.717, ficando atrás apenas de Los Angeles, com 330.450.

AÇÃO DE GRAÇAS

A prefeitura de Nova York orientou os moradores a ficarem em casa a partir de segunda (16) pelos próximos 30 dias e saírem apenas para atividades essenciais, como trabalhar (quando não for possível fazê-lo remotamente), realizar testes de Covid-19, ir à farmácia e comprar comida.

O período inclui o dia 26 de novembro, quando será comemorado o Dia de Ação de Graças. A cidade pediu aos moradores que cancelem as celebrações, não recebam visitas e evitem viajar.

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