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Sem medo do mundo

Ana Beatriz Garcia
| Tempo de leitura: 2 min

Um relacionamento duradouro, muito amor permeando os diversos planos, a casa própria, o sonho de completar a família com a chegada de um bebê. Este parece um roteiro sem erros para a maioria dos apaixonados. O casal bauruense que celebra, neste domingo (15), os dois meses da realização deste sonho é um exemplo de perseverança, resiliência e muita determinação, porque, apesar de bonito, o caminho pode ser bem mais complicado em alguns casamentos.

Após quase dois anos de "gestação" da pequena Laura Cirino Escarabelo, Thaila Roberta de Abreu Cirino, 23 anos, e Cinthia Escarabelo, 27 anos, que estão juntas há cerca de cinco anos e meio, se derretem a cada novo sorriso e descoberta da filha gerada por inseminação artificial, em uma clínica bauruense.

Laura foi planejada e esperada desde quando o casal comprou sua casa própria. "Nós sempre acreditamos muito que teríamos o nosso bebê. Mesmo que muitas pessoas falassem o contrário", afirma Thaila, que gestou Laura.

A ideia da gravidez, inclusive, foi algo decidido pelas duas, mas que significou a realização do sonho de Cinthia. "Eu sempre quis ser mãe. Era um grande sonho. Nós falamos sobre adoção, mas eu queria muito poder acompanhar a gestação, adorava falar com a barriga e já não aguentava mais a espera", conta a assistente administrativo.

PROCESSO

A história do casal teve início em 2015, quando ambas trabalham na mesma empresa, mas em períodos diferentes. Casaram-se em 2016 e, no ano seguinte, deram entrada na casa própria da família, que ficou pronta em 2018.

Foi no início de 2019 que a possibilidade de conquistarem o sonho da maternidade se aproximou.

"Fomos em uma clínica e descobrimos que havia como termos nosso bebê através de inseminação artificial. Os custos estavam dentro da nossa realidade e não eram elevados como a gente imaginava", conta Thaila.

Assim, começou o processo que consistiu na doação de todos os óvulos de Thaila e parte dos de Cinthia para um banco de doadores. Segundo o casal, eram necessárias três receptoras de óvulos para custear o tratamento delas. "Assim como realizamos nosso sonho, também ajudamos outras mulheres a se tornarem mães", diz Cinthia. "Ainda tivemos que acrescentar mais R$ 10 mil para custear todo o tratamento", completa.

O DOADOR

Depois de um ano em tratamento, o casal teve de escolher, dentre as várias fichas de doadores de sêmen, quais as características gostariam que o bebê herdasse. Para elas, os principais critérios para a seleção eram os que tivessem o estilo de vida parecido com o do casal, não fossem fumantes e não tivessem muitas alergias. "Escolhemos um doador que tivesse um pouco de nós duas. É moreno, de olhos azuis, com 1,90 de altura, com o mesmo tipo sanguíneo nosso", conta Cinthia.

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