Regional

Mineiros do Tietê e Reginópolis podem ter novas eleições para prefeito

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

Duas cidades da região de Bauru poderão passar por novo processo eleitoral para a escolha de seus prefeitos. É o caso de Mineiros do Tietê (65 quilômetros de Bauru) e Reginópolis (70 quilômetros de Bauru). Luiz Gustavo Ferrarez, Gustavo Chitinha, do PSL, eleito no primeiro município citado, está sub judice, ou seja, com sua candidatura sob análise da Justiça Eleitoral, assim como a Carolina Araújo de Sousa Veríssimo, a Carola, do MDB, que também apareceu nas urnas durante as Eleições 2020, mas ainda trava luta para ter sua candidatura deferida.

Pesa contra Chitinha uma condenação antiga por um acidente de trânsito, registrado como homicídio culposo na direção de veículo. Chitinha recorreu até a 3.ª instância, mas a decisão do caso transitou em julgado no período em que o processo de registro de candidatura dele estava em andamento, o que gerou problema. O crime em si não o tornaria inelegível, porque não faz parte da Lei da Ficha Limpa, conforme explica a chefe do Cartório da 241.ª Zona Eleitoral Rosane Cristina da Silva. No entanto, um dos requisitos constitucionais previstos para elegibilidade prevê que o candidato não pode ter condenação criminal com trânsito em julgado. Fato que fez com que o Ministério Público ingressasse com ação de impugnação.

O candidato ingressou com recurso para melhor análise do caso pela Justiça Eleitoral e foi indeferido para as urnas. Ele foi eleito com 2.800 votos (41,99% dos votos válidos). "Os votos dele estão sub judice, ou seja, não estão computados para análise ainda. É preciso aguardar a decisão do Tribunal Regional Eleitoral [TRE]", cita Rosane.

Se houver provimento do pedido de Chitinha, a decisão que o indeferiu é modificada e os votos são validados. Caso contrário, a votação é anulada e a cidade passará por nova eleição para prefeito.

REGINÓPOLIS

Em Reginópolis, Carola trava luta com a Justiça Eleitoral em razão de uma condenação por improbidade administrativa resultada de ação civil pública de 2006. A decisão transitou julgado em outubro deste ano, quando Carola foi afastada da prefeitura e deu posse ao vice-prefeito, filho dela. A sentença previa a suspensão dos direitos políticos de Carola por cinco anos.

A ex-prefeita, contudo, se candidatou para o pleito de 2020, mas a análise de sua candidatura foi finalizada apenas na última sexta-feira (13), em razão de uma substituição de vice-prefeito, segundo explica o chefe do Cartório da 95.ª Zona Eleitoral, Fabiano do Amaral. Houve indeferimento, mas isso não impediu Carola de ir para as urnas. A situação, inclusive, ainda pode ser revista pela Justiça Eleitoral, porque o prazo para recurso da candidata ainda não transcorreu. Nas urnas, Carola foi eleita com 1.772 votos (46,73% dos votos válidos).

Comentários

Comentários