Salvador - As urnas devem consolidar na eleição neste domingo (15) o protagonismo nas capitais dos candidatos de partidos de centro, com experiência política anterior distantes dos extremos que marcaram a política brasileira nos últimos anos.
Partidos como DEM, MDB, PSDB, PSB e PSD estão entre os que têm mais chances de vencer a eleição já no primeiro turno ou levar candidatos ao 2º turno, que acontecerá em 29 de novembro.
Nos grandes centros, a experiência política e administrativa é o principal traço em comum entre os candidatos favoritos. E o cenário indica que dificilmente haverá surpresas nas vésperas da eleição.
"Este ano não terá uma onda como em 2018. Aquilo não vai se repetir", avalia o cientista político Antonio Lavareda, que se debruçou sobre o cenário dos principais colégios eleitorais do país.
Nas campanhas, o discurso voltado para a moralidade e combate à corrupção que dominou as eleições de 2018 saiu de cena na maioria das capitais e deu lugar a um discurso voltado ao enfrentamento da crise da pandemia, com propostas de renda mínima, microcrédito e criação de empregos.
Das 26 capitais, Curitiba, Florianópolis, Belo Horizonte, Campo Grande, Natal e Salvador têm tendência de definição da eleição já no 1º turno. Nas cinco primeiras, o candidato favorito é prefeito que disputa a reeleição. Na capital baiana, o líder em intenção de votos é o atual vice-prefeito.
Apenas seis capitais trazem neófitos na política nas primeiras posições. A maioria está em capitais de Estados do Nordeste.
SÃO PAULO
Partido que mais elegeu prefeitos nas capitais em 2016, sete ao todo, o PSDB tende a encolher na eleição deste ano e mira todas as suas fichas na eleição de Bruno Covas para a prefeitura de São Paulo.
Afora o provável segundo turno a capital paulista, o partido deve reeleger o prefeito Álvaro Dias em Natal e caminha para disputar o segundo turno em capitais menos populosas como Teresina, Porto Velho e Palmas.