A quarentena provocada pela pandemia do novo coronavírus levou muitos diabéticos a relaxar em relação aos hábitos alimentares e aos exercícios físicos, atitudes indispensáveis para o devido controle da doença. É o que revela a Prefeitura de Bauru, que aproveita o Dia Mundial da Diabetes, celebrado neste sábado (14), para fazer um alerta aos pacientes.
Ainda segundo o município, além destas mudanças, a alteração do acesso aos medicamentos e serviços de saúde - especialmente, ao longo do pico da pandemia - contribuiu para o desajuste da taxa glicêmica. Com isso, os diabéticos enfrentaram um risco maior de descompensação metabólica enquanto tentavam gerenciar a doença em casa.
Tal fenômeno pode desencadear complicações agudas e crônicas, como perda de visão, necessidade de hemodiálise etc. Paralelamente, ele traz consequências para a sociedade e o próprio sistema de saúde, afinal, o custo para o tratamento dos problemas em questão é, muitas vezes, maior do que o valor despendido para o cuidado com a diabetes em si, acrescenta a assessoria de imprensa.
Portanto, a prefeitura orienta os pacientes, que também se encaixam no grupo de risco da Covid-19, a retomarem o seu plano alimentar e a prática regular de exercícios físicos.
Além disso, é necessário que os diabéticos não faltem às consultas médicas presenciais ou pela telemedicina, tomem seus medicamentos e realizem exames, incluindo o automonitoramento. Sempre tomando os devidos cuidados em relação ao coronavírus.
EM NÚMEROS
De acordo com o último levantamento da Federação Internacional de Diabetes, feito em 2019, cerca de 463 milhões de pessoas no mundo vivem com diabetes mellitus. A projeção para 2045 é de que o número suba para 700 milhões.
Hoje, no Brasil, há mais de 13 milhões de pacientes em tal condição, fato que representa 6,9% da população. A maioria deles tem entre 20 e 79 anos.
Em Bauru, a estimativa é de que o município abrigue cerca de 16 mil portadores da doença. Do total, de 10% a 20% têm o tipo 1. Na rede municipal, os pacientes com diabetes mellitus são assistidos nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Unidades de Saúde da Família (USF). Eles passam por consultas periódicas com controle de exames laboratoriais e automonitorização glicêmica.
Atualmente, Bauru conta com duas unidades de atendimento com endocrinologistas: a Casa da Mulher - que realiza o acompanhamento das gestantes com o diagnóstico de diabetes mellitus - e a Policlínica - que abrange os portadores da doença de difícil controle, encaminhados pela rede básica.