A maioria das capitais terá disputa de segundo turno daqui a duas semanas. Segundo indicavam os dados da apuração até as 22h deste domingo (15), a eleição estava definida ou tinha tendência de decisão em primeiro turno apenas em Belo Horizonte, Florianópolis, Salvador, Palmas, Natal e Curitiba.
Em Porto Alegre, a rodada decisiva se dará entre Sebastião Melo (MDB) e Manuela D?Ávila (PCdoB). Com pouco mais da metade das urnas apuradas, os dois estavam bem próximos: ele com 30,7% e ela com 29,6%.
Melo ganhou impulso no dia da votação. A pesquisa Ibope divulgada na véspera indicava que Manuela tinha 15 pontos porcentuais de vantagem sobre o emedebista: 40% a 25%.
Eleito prefeito de Belém pelo PT em 1996, Edmilson Rodrigues, agora no PSOL, foi o mais votado na cidade ontem. Mas não conseguiu votos suficientes para vencer no primeiro turno. Ele disputará a segunda rodada com o bolsonarista Delegado Federal Eguchi, do partido Patriota. Na última pesquisa Ibope antes da eleição, Eguchi estava empatado tecnicamente com o emedebista José Priante.
Em Rio Branco, uma decisão em primeiro turno não estava descartada, mas é mais provável que o novo prefeito seja conhecido somente no dia 29 de novembro. Com 6,51% das urnas apuradas, o candidato Tião Bocalom (PP) acumulava 47,87% dos votos. A segunda colocada, Socorro Neri (PSB), candidata à reeleição, tinha 25,01%.
Se os resultados nas urnas repetirem os da última pesquisa Ibope, o candidato Minoru Kinpara (PSDB) pode ainda estar no páreo. Embora ele tivesse somente 14,72% dos votos no momento do fechamento da reportagem, a pesquisa mais recente o colocava empatado com Socorro em segundo lugar, cada um com 24%.
Em Manaus, o segundo turno deve opor Amazonino Mendes (Podemos) e David Almeida (Avante). Com 60,99% dos votos computados, eles tinham, respectivamente, 24,16% e 21,97% da preferência do eleitorado. Os resultados ratificam resultado da última pesquisa Ibope, que mostrava Mendes com 26% e Almeida com 20%. Caso eleito, Mendes comandará a capital amazonense pela quarta vez.
Em Porto Velho, dois candidatos brigavam pela segunda vaga na próxima etapa do pleito. Com 74,94% das urnas apuradas, o atual prefeito, Hildon Chaves (PSDB), já aparecia como garantido no segundo turno, com 34,01% dos votos, mas Cristiane Lopes (PP) e Vinicius Miguel (Cidadania) travavam disputa acirrada pela segunda colocação, com 14,29% e 13,46%, respectivamente. Na última pesquisa Ibope, Chaves aparecia na liderança, com cinco candidatos embolados na segunda colocação.
Em Roraima, a situação ainda era de indefinição por causa do baixo índice de apuração dos votos. Com 3,50% dos votos computados, Arthur Henrique (MDB) tinha 49,62%.
Em Recife, Marilia Arraes (PT) aparecia com menos de 1% à frente do primo, o deputado federal João Campos (PSB). Eles receberam 28,62% e 28,14% dos votos válidos, respectivamente, mostrando uma queda de João Campos na reta final. Ele aparecia com 39% dos votos na pesquisa Ibope da véspera das eleições.
Apoio
Candidato do atual prefeito, Sarto Nogueira (PDT) confirmou o favoritismo com 35,80% dos votos válidos em Fortaleza. Ele foi acompanhado de perto pelo direitista Capitão Wagner (PROS), com 33,08%. O capitão chegou a receber apoio público do presidente Jair Bolsonaro e do ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro.
Na capital maranhense, o deputado federal Eduardo Braide (PODE) confirmou o favoritismo e ficou em primeiro, com 38,22% dos votos válidos. Braide iam para o segundo turno os candidatos Eduardo Braide (PODE), com 38,22%, e Duarte Júnior, com 21,68%. Duarte está com covid-19 e por isso não foi votar.
No Rio de Janeiro, a tendência era de segundo turno entre Eduardo Paes (DEM) e o atual prefeito da cidade, Marcelo Crivella (Republicanos). Paes apareceu na frente em todas as pesquisas do Ibope e confirmou o favoritismo na disputa - com 30,11% das urnas apuradas, tinha 37,39% dos votos válidos. Já o bispo licenciado da Igreja Universal alcançava 20,98% da preferência do eleitorado, superando duas ameaças em potencial na reta final de campanha, a deputada estadual Martha Rocha (PDT) e a deputada federal Benedita da Silva (PT). A pesquisa mais recente indicou empate técnico entre os três candidatos.
Em Goiânia, a disputa do segundo turno se dará entre Maguito Vilela (MDB), com 35,59% dos votos válidos, e Vanderlan Cardoso (PSD), com 24,90%. Até as 22h, 70,64% das urnas da capital de Goiás tinham sido apuradas. O primeiro colocado está internado no Hospital Albert Einstein para tratamento da covid-19.
Na capital do Mato Grosso, Cuiabá, a diferença de votos entre o primeiro e o segundo lugar era pequena até as 22h, com 40,76% das urnas apuradas. O vereador Abilio (Podemos) tinha 34,04% dos votos; o atual prefeito, Emanuel Pinheiro (MDB), 30,81%. A margem entre os dois era de pouco mais de 3 mil votos.
Em Macapá as eleições foram adiadas por causa do apagão que atinge o Estado desde o dia 3 de novembro.