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Guedes: governo está superendividado

Estadão Conteúdo
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Brasília - O ministro da Economia, Paulo Guedes, reiterou nesta quarta-feira (18) a promessa de derrubar a partir do ano que vem a dívida pública como proporção do Produto Interno Bruto (PIB), enfatizando também que o governo não vai permitir uma evolução do endividamento em bola de neve.

Ao participar de premiação da revista Exame, o comandante da equipe econômica apontou o "superendividamento" do governo brasileiro para defender o avanço da agenda de reformas.

"Não vamos nos endividar em bola de neve. A dívida só subiu por conta da Covid-19. No primeiro ano do governo 2019, derrubamos a relação divida/PIB. Vamos em 2021 derrubar a dívida/PIB de novo", assegurou enfaticamente o ministro da Economia.

IMPOSTOS

Durante o evento, do qual participou com um vídeo gravado, Guedes reafirmou que o governo segue um programa liberal-democrata e não vai aumentar impostos. Sobre o tema, repetiu que a intenção é desonerar a folha salarial das empresas, onde recai uma tributação que funciona como, conforme classificou, uma "arma de destruição em massa de empregos".

Ao salientar que o Brasil vai conseguir escapar da armadilha do baixo crescimento, Guedes apontou as atualizações de marcos regulatórios promovidas durante o governo como o detonador de um "choque de investimentos" na área de infraestrutura.

"Nosso desafio é transformar a onda de consumo que tirou o Brasil do choque da Covid em crescimento autossustentável, já a partir do ano que vem, em cima dessa onda de investimento e modernização do marco regulatório."

O ministro afirmou também que o Brasil pode surpreender os analistas que projetam hoje crescimento entre 3% e 4% da economia no ano que vem.

Ele lembrou ainda que a redução dos juros do País permitirá ao governo economizar, ao longo de todo mandato, R$ 400 bilhões com o custo da dívida. Segundo Guedes, R$ 80 bilhões foram poupados no primeiro ano de governo e mais R$ 120 bilhões em 2020. Outros R$ 200 bilhões deverão ser economizados nos próximos dois anos, numa média de R$ 100 bilhões por ano.

TETO DE GASTOS

Durante o evento, Guedes também reafirmou o compromisso do governo com a regra que estabeleceu um teto aos gastos públicos, repetindo a defesa pela desindexação do Orçamento.

Segundo ele, enquanto não tiver coragem de enfrentar a indexação automática das despesas públicas, o Brasil não poderá sonhar em abrir mão do teto.

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