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São Paulo pode arrecadar R$ 1,5 bi com cinco da base que são titulares


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A classificação do São Paulo para a semifinal da Copa do Brasil consagrou os garotos formados na base do clube. Do time titular escalado pelo técnico Fernando Diniz contra o Flamengo, cinco atletas são crias de Cotia: o zagueiro Diego Costa, o volante Luan, os meias Gabriel Sara e Igor Gomes e o atacante Brenner. Todos eles vivem boa fase. Desde 2019, a diretoria aumentou a multa rescisória dos jovens para times do exterior, passando para 50 milhões de euros (R$ 318 milhões na cotação atual). Um valor fixo. Se vendesse todos eles na próxima janela, levantaria R$ 1,5 bilhão.

Apesar da valorização dos atletas, qualquer negociação ficará apenas para o ano que vem. A janela de transferências dos principais mercados europeus está fechada. Além disso, o São Paulo passará por eleição presidencial no final deste ano. O atual presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, deixará para o próximo mandatário - Julio Casares ou Roberto Natel - decidir o futuro do elenco.

Dos cinco jogadores "made in Cotia" titulares diante do Flamengo, quem tem despertado mais interesse de clubes europeus é Brenner, de 20 anos. Ele tem contrato com o São Paulo até setembro de 2022. E vem fazendo gols importantes. Nascido em Cuiabá, veio tentar a sorte na capital paulista aos 13 anos em um teste. A aprovação abriu as portas para ele no São Paulo e a estreia veio em 2017, graças ao então técnico Rogério Ceni. Antes se firmar no time e virar destaque neste ano, passou uma temporada emprestado ao Fluminense.

Igor Gomes, por sua vez, já teve mais destaque em 2019, quando o São Paulo recusou proposta de empréstimo de time da elite espanhola. No primeiro semestre deste ano, ele recebeu valorização salarial, mas seu contrato continuou válido até março de 2023. São-paulino desde criança, foi descoberto pelo clube ainda adolescente. Os dirigentes monitoravam o andamento dele em escolinhas de futebol e quando Igor completou 14 anos, trocou a casa dos pais em São José do Rio Preto (SP) pelo alojamento da base, em Cotia.

Luan é outro que já chamou a atenção de clubes estrangeiros. No meio deste ano, inclusive, chegou a ser sondado pelo Portimonense, de Portugal. Ele não vinha tendo espaço com Diniz, mas o cenário mudou no mês passado. O jovem de 21 anos assumiu a posição que era de Tchê Tchê e não saiu mais da equipe graças à força na marcação. É um dos atletas do plantel com mais tempo de clube. Com apenas 11 anos, entrou para as categorias de base do São Paulo. Entre 2010 e 2018 integrou os times inferiores e até foi chamado para a seleção brasileira sub-20.

Gabriel Sara tem prestígio com Diniz e foi bancado mesmo após receber críticas da torcida por atuações ruins. A insistência do treinador com o meia de 21 anos deu resultado e hoje Sara é um dos jogadores mais importantes do São Paulo. O contrato dele com o clube vai até março de 2023. Catarinense de Joinville, é filho de Jorge Luís, ex-ponta-esquerda do Americano-RJ. O jogador até passou em um teste no Coritiba aos 11 anos, mas preferiu tentar a sorte no São Paulo, onde começou no sub-17.

Diego Costa também recebeu apoio do treinador após oscilar na defesa. Aos 21 anos, o zagueiro se destacou em seu início como titular em agosto, mas acumulou falhas em jogos recentes. Ele foi capitão da equipe nas categorias de base e integra o elenco profissional desde o meio do ano passado. O defensor tem contrato até o fim de 2022 e chegou ao clube com 16 anos, depois se destacar pelo Grêmio Prudente. Um dos pontos fortes dele na base foi a versatilidade de atuar de zagueiro e de volante.

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