Tribuna do Leitor

Lágrimas é um pouco a linha do horizonte

João Álvares
| Tempo de leitura: 1 min

A felicidade é um pouco como a minha do horizonte: quanto mais dela nos aproximamos, mas ela parece se distanciar. Apesar de lembrar a linha do horizonte, a felicidade existe.

Mais sóbria e realista do que sonhávamos nos longes da infância. Com menos castelos nas núvens, um pouco doce-amarga, limitada, relativa, incompleta sempre, talvez mais adulta e redentora, exatamente pelos espinhos que não consegue ocultar.

Certo, Heber Salvador de Lima, "pessoa sofrida vê tudo mais claramente". Depois de chorar, a gente vê tudo com os olhos mais profundos e realistas. As lágrimas purificam, os psicólogos de ontem e de hoje afirmam: "Nada une mais esposo e esposa, pais e filhos, do que o fato de terem sofrido juntos".

Deixo aqui esta mensagem: "Saudades é amar um passado que ainda não passou, é recusar um presente que nos machuca, é não ver o futuro que nos convida..." (Pablo Neruda)

 

Comentários

Comentários