Mike Tyson e Roy Jones Jr. voltam ao ringue, neste sábado (28), por volta das 23h30 (de Brasília), no ginásio do Staples Center (sem a presença de público), em Los Angeles. Mas, ao contrário do que fizeram durante suas carreiras, os dois ex-campeões não vão atrás de fama ou títulos, a intenção da exibição prevista para oito rounds de dois minutos é arrecadar fundos para instituições carentes, apresentar ao mundo uma liga de veteranos (não só de boxeadores) e, evidentemente, rechear suas contas bancárias.
Apesar da expectativa dos fãs por um retorno improvável de dois dos maiores nomes da nobre arte das últimas três décadas ao profissionalismo, o certo é que Tyson, de 54 anos, e Jones, de 51, terão a responsabilidade de protagonizar um grande evento, que deverá alavancar outras atrações. Entre elas, um possível terceiro duelo entre Tyson e Evander Holyfield para o primeiro semestre de 2021.
A plataforma Triller, que tem os direitos de transmissão da exibição, planeja realizar confrontos lendários também no basquete, futebol americano, beisebol, sempre recolocando em ação grandes figuras de cada modalidade.
A ideia parece fadada ao sucesso, pois os organizadores chegaram a prever que Tyson x Jones possa quebrar o recorde na venda de assinaturas do sistema pay-per-view, que pertence ao duelo de 2015 entre Manny Pacquiao x Floyd Mayweather com 4,4 milhões. No Brasil, a transmissão será do canal Combate, com VT previsto na TV Globo, após o Supercine.
Apesar de anunciarem o evento também como beneficente, Tyson e Jones têm garantidos cerca de US$ 10 milhões (R$ 53 milhões), mais uma porcentagem na venda do pay-per-view, além de contratos publicitários com pelo menos meia dúzia de marcas. Cada um poderá arrecadar até US$ 35 milhões.
Tyson e Jones foram submetidos a rígidos exames médicos para que a saúde esteja em ordem para a apresentação. Apenas o exame para detectar a presença de maconha foi excluído, pois Tyson é um ávido consumidor da droga, além de ser produtor em sua fazenda no Sul da Califórnia.
A Comissão Atlética da Califórnia autorizou a exibição, mas não escalou jurados, por não ser uma luta oficial. Já o Conselho Mundial de Boxe, que vai presentear cada lutador com um cinturão especial, destacou os ex-campeões Chad Dawson, Christy Martin e Vinny Pazienza para fazerem as anotações a cada round para se ter um "vencedor".
O juiz Ray Corona foi orientado a interromper a luta após o primeiro corte, enquanto os boxeadores, que não usarão capacetes, não deverão procurar o nocaute, evitando os golpes mais duros. Para isso, serão utilizadas luvas de 12 onças, ao invés das de dez onças.